Polícia continua sem pistas sobre a mãe que abandonou recém-nascido


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A polícia continua sem pistas da mãe da bebê abandonada. A ocorrência, registrada no Plantão Policial sexta-feira, foi encaminhada para a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) ontem. A delegada titular da unidade, Graciela Ambrósio, pediu urgência nas investigações para localizar a mulher.

A equipe já descartou a única suspeita levantada no dia do fato. Segundo consta no boletim de ocorrência, uma testemunha desconfiou que a mãe seria uma mulher usuária de drogas, moradora do bairro, que estava nos últimos meses de gravidez. Pelo apelido que forneceu, os investigadores descobriram o nome e confirmaram que ela está presa e ainda não ganhou o bebê.

Segundo Graciela, a mãe poderá responder por crime de abandono de incapaz ou exposição de recém-nascido. “Vai depender de um trabalho investigativo para tentarmos esclarecer as circunstâncias e motivos para a mulher ter feito isso. A mãe pode ser enquadrada na exposição de recém-nascido e abandono de incapaz”.

O encontro da bebê aconteceu por volta das 11h40 do dia 31 de dezembro de 2010. O aposentado Leandro Aparecido Lima, 31, passava próximo à Escola Municipal “Paulo Freire”, no Jardim Aviação, quando percebeu movimentos no meio do capim de uma calçada inacabada. Pensou que fosse um animal se mexendo, mas para sua surpresa, era a criança. A nenê estava dentro de uma caixa de sapato, com o corpo enrolado num tecido e os pés no mato. Ainda estava com o cordão umbilical e tinha vestígios de fezes. Acredita-se que foi deixada cerca de uma hora após nascer.

Leandro ficou bastante nervoso e trêmulo com a situação. Recebeu ajuda do sapateiro Jhonatan de Oliveira, 20, que passava de moto pelo local e parou para ver o que acontecia. Leandro chamou a polícia, que levou a menina para a Santa Casa. Com 49 centímetros e 3,195 quilos, ela permanece sob cuidados médicos na instituição.

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