'Caminhar' oferece terapias para portadores de paralisia cerebral


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Na Caminhar, portadores de paralisia cerebral aprendem a se comunicar e a trabalhar as dificuldades de aprendizagem, no desenvolvimento da linguagem, audição, fala, capacidade de se alimentar, entre outros. Apesar dos resultados em maioria lentos, as terapias são fundamentais na saúde desses pacientes.

Mãe de um jovem de 27 anos com paralisia, a dona de casa Elizabete das Graças de Mello Salloum considera o tratamento na Caminhar um marco na vida de seu filho. “Ele começou a fazer terapias em 2004. O quadro dele é estabilizado, difícil notar grandes avanços, mas não pode haver pioras. Por isso ele mantém esses tratamentos com fisioterapia e musicoterapia, que estimulam seu bem-estar. São avanços simples mas que fazem a diferença”. Antônio Habib Salloum não fala e anda, teve paralisia decorrente de uma má formação na gestação, mas, através de olhares e gestos, sua mãe percebe a satisfação que ele tem em participar das terapias. “Ele gosta muito, pois não chora quando está no atendimento e sempre sai tranquilo. A Associação é um trabalho que merece todo investimento”.

Com dificuldades de dicção, outro paciente da Caminhar fez questão de contar ele mesmo sobre o tratamento. “Faz três anos que estou lá e faço de tudo. Melhorei muito”, disse José Donizete Avelar, 48, que possui paralisia cerebral genética. 

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