Bactéria ET


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A possibilidade da vida material fora da Terra sempre foi uma preocupação dos terráqueos. O homem sempre se perguntou, olhando o Universo que o rodeia: estamos sozinhos? Inicialmente, acreditava-se que a Terra era o centro do Universo, que tudo girava em torno dela. Era o sistema geocêntrico, defendido pelos cientistas da época. Depois, o astrônomo Nicolau Copérnico demonstrou que o Sol é que era o centro e que tudo girava em torno do ‘astro-rei’. Sabe-se, hoje, que o Sol, por sua vez, gira em torno da estrela Vega, da constelação Lira, e que, também ela gira em torno de outro eixo. Tudo em permanente movimento e ‘cantando a glória de Deus!’

Esta incomensurável criação há de ter um propósito, um objetivo. Será que a Providência Divina criou tudo o que aí está só para o nosso deleite visual? E o que não vemos, para que foi criado? E é infinita a parte que está fora do alcance da nossa míope observação! Toda esta grandeza para ter apenas um grânulo habitado?! Apenas um minúsculo grão de areia, perdido numa esquina da Via-Láctea?! Pensar assim seria um atentado à Providência Divina! Qual humano construiria uma mansão, cheia de cômodos e dotada de todo conforto e beleza e condenaria o seu filho a morar no mais humílimo quarto de despejo, sem jamais ter direito às demais dependências?! Seria um absurdo, diriam muitos! Pois querem que Deus tenha agido com tal insensatez! Portanto, a pluralidade dos mundos habitados, as ‘muitas moradas da casa do Pai’, como afirmou Jesus, é irretorquível e atesta a Suprema Inteligência.

Recentemente, estudiosos fizeram uma descoberta que veio alterar paradigmas científicos. É que, até hoje, admitia-se como verdade absoluta que todo ser vivo só podia ser formado de Carbono, Hidrogênio, Oxigênio, Nitrogênio, Fósforo e Enxofre, com a simbologia químico-orgânica C, H, O, N, P e S. Entretanto, e para espanto dos pesquisadores, no lago Mono, localizado no Estado americano da Califórnia, foi encontrada uma bactéria que contrariou a referida sequenciação! No lugar do carbono que, habitualmente, contribui para a formação da haste do DNA das bactérias, havia uma outra substância, por sinal, muito venenosa, que é o Arsênio. Logo os cientistas julgaram tratar-se de uma bactéria alienígena, já que contrariava tudo o que, até então, se conhecia. Agora, vê-se que é possível que a vida seja formada por outras estruturas, em planetas onde o ambiente físico é diferente do da Terra.

Quem sabe num planeta de atmosfera saturada de arsênio não possa haver vida estruturada diferentemente da que conhecemos? Será mera hipótese o ‘sangue azul’? Ou será que seres de outros planetas (de Vênus, por exemplo, como nos diz a tradição incaica) tivessem sangue azul, de acordo com a atmosfera do planeta onde viviam, quando para cá vieram a fim de melhorar a genética do planeta Terra. Tal fato diminui a grandeza de Deus? Absolutamente! Mostra, mais ainda, a grandeza da obra do Criador que a todos nos tornou irmãos.

Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais e diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca (IDEFRAN)

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