Hora de quebrar a cabeça para encaixar as contas de janeiro


| Tempo de leitura: 2 min

Marco Felippe e Nelise Luques, da Redação

Passados os fogos da Virada de Ano é hora de pegar a calculadora e quebrar a cabeça para ajustar o orçamento e encaixar nele as contas extras de janeiro. Para uma família com filhos, carro e casa própria, a lista inclui pelo menos cinco despesas a mais: IPVA, IPTU, seguro obrigatório, matrícula e gastos com material escolar.

Conseguir saldar todas as dívidas exige cautela, planejamento e, claro, dinheiro. Professor e consultor de economia, Vicente Golfeto diz que para quem já gastou o 13º salário e não poupou durante o ano passado, a situação é mais complicada. “Neste caso, a pessoa vai aprender com os erros e precisará elencar prioridades e pagar as contas de juros mais altos e que envolvem cortes, como energia e água”.

Uma opção para gerar receita é o empréstimo pessoal, mas especialistas dizem que o recurso só deve ser adotado se os juros forem inferiores aos cobrados nas contas a serem quitadas (veja outras dicas de organização financeira em quadro nesta página).
Sônia, 42, e o marido Maurício Maniglia, 44, pais de Gabriel, que está com 9 anos, não pensam em fazer empréstimo bancário. Os dois optaram por usar o 13º para pagar as compras de Natal à vista e deixar o salário de janeiro para os gastos que surgirem. E algumas despesas já estão calculadas na ponta do lápis. Só com material escolar, matrícula no colégio e a primeira parcela do IPVA, o casal terá de desembolsar R$ 500. “Para evitar um peso maior no nosso orçamento vamos parcelar o imposto do carro e o IPTU”, disse Sônia.

A família ainda terá de arcar com as contas da reforma que está fazendo na casa e dívidas contraídas no ano passado. “Comprei parte das tintas à vista e o restante deixamos para janeiro”. Sônia trabalha na área administrativa de uma escola e o marido é orientador geral de fazenda terapêutica. A renda mensal deles é de seis salários mínimos.

A TODO VAPOR

O consultor de economia Vicente Golfeto diz que dezembro é conhecido como o mês de fazer contas e janeiro, por ser começo de ano, o de pagar. Com isso, o dinheiro circula mais rápido na economia. “Não é só o consumidor (final) que tem a dívida. Por isso, ele precisa saldar a conta na loja para que o lojista pague o fornecedor e ele, os seus credores. Funciona em cadeia”.

Nessa época, o economista alerta para que novas contas sejam evitadas e que, caso a pessoa tenha dinheiro em mãos, negocie os débitos e consuma de forma consciente. “O dinheiro é sempre o melhor argumento, pois você comanda a negociação”.

(Clique na imagem para ampliar):

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários