A Francana conseguiu se afundar um pouco mais na crise que já dura cinco anos ou desde que o time foi rebaixado para a terceira divisão do futebol paulista, em 2005. A promessa feita em 2009 pela diretoria de José Servino Braga de que neste ano o acesso seria alcançado não se concretizou. Para piorar, o time disputou 19 jogos no Lanchão neste ano e só venceu três. A equipe se viu desacreditada até entre os mais fanáticos torcedores.
Para 2010, o clube contratou o técnico Lelo, dono de vários acessos em outras equipes. Em Franca, não deu certo. O otimismo da diretoria presidida por Braga (que completou quatro anos no cargo e entregou o posto em novembro) foi por água baixo. Ele mesmo demitiu o treinador após uma vitória dramática por 3 a 2 sobre o Batatais, no Estádio Osvaldo Scatena. Isso apesa r do time estar nas primeiras colocações da primeira fase da Série A-3.
A saída dele foi revelada pelo próprio Braga em entrevista ao narrador Marcos Silva da rádio Difusora. O motivo da demissão: Lelo reclamava da falta de estrutura do clube, tinha entrado em atrito com diretores, não conseguia fazer o time vencer no Lanchão e ainda possuía uma relação conturbada com a imprensa. João Martins chegou, conseguiu um empate, três derrotas e a desclassificação. A Francana terminou em 10º.
A equipe conseguiu vaga para a Copa Paulista. Por conta das dívidas com jogadores, José Braga anunciou que não teria como manter o time e só encontrou uma solução após participar de reuniões na Federação Paulista de Futebol, em São Paulo, e encontrar o ex-jogador Sebastião Cândido da Silva, o Zinho, com quem fez uma parceria. O ex-atleta manteve vínculo com o Araçatuba durante o Paulista da Série A-3. Além de Zinho, José Braga obteve o apoio de Luís Fabiano da Cruz, empresário do setor de couro. Time montado, não demorou para que Zinho e Luís Fabiano manifestassem opiniões divergentes. O resultado foi uma ruptura verbal da parceria.
Na Copa Paulista, a Veterana teve três técnicos. Gilmar Batista, que somou dois empates e uma derrota; Zinho, que comandou a equipe em uma derrota, e, até a segunda fase da competição, Paulinho Kobayashi, ex-atacante de Santos e São Caetano. Apesar do time se classificar à etapa seguinte da Copa Paulista (o que aconteceu pela primeira vez após três anos) e acabar com um jejum de vitórias sobre o Comercial que já durava 14 anos, na segunda fase decepcionou. A equipe realizou seis jogos e não venceu nenhum.
Júnior Preto se tornou profissional. Ele terminou o semestre como artilheiro, com cinco gols, mas assinou contrato com a Santacruzense para 2011.
Fora do gramado, o conselho deliberativo aprovou alterações estatutárias profundas, entre elas houve o perdão da dívida de mais de 4 mil sócios e a definição de que será o próprio conselho elegerá o presidente e não mais a assembleia de sócios.
Além disso, houve um recadastramento de donos de títulos. Dos mais de 4 mil registros, apenas 50 apareceram. Sem candidatos para a eleição a presidente (houve registro de uma chapa fora do prazo), o mandatário do conselho deliberativo, Fahim Youssef Issa Neto, acumulou o cargo a partir de novembro para um mandato de dois anos. Para 2011, Eder Taques assumiu como treinador. Sem dinheiro, o clube promoveu um “peneirão”. O meia-atacante Roberto Carlos Arsênio, 30, o Jipinho, Bola Cheia do Fantástico participou. O jogador nunca foi profissional e atuava na várzea de Belo Horizonte (MG). Ele foi contratado.
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