Mortes colocam saúde em xeque


| Tempo de leitura: 5 min
CASA NOVA - Após dois anos de construção, autoridades inauguram o novo prédio da Câmara Municipal de Franca
CASA NOVA - Após dois anos de construção, autoridades inauguram o novo prédio da Câmara Municipal de Franca

JULHO
No dia 15, duas ocorrências envolvendo artefatos explosivos artesanais mobilizaram a polícia em Franca. O primeiro caso foi registrado na quarta-feira, 14, quando uma bomba de fabricação caseira foi descoberta dentro do armário de um policial militar, na sede da 5ª Companhia de Policiamento. No outro caso, uma mulher colocou fogo num ônibus de trabalhadores rurais no City Petrópolis, usando uma garrafa plástica com gasolina, parecida com coquetel molotov. A explosão provocou queimaduras no motorista.

Agentes da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes), comandados pelo delegado Pedro Luís Dallaqua, realizaram na manhã do dia 16 a maior apreensão de drogas do ano. Em uma chácara localizada no Condomínio Recanto Fortuna, entre Franca e Claraval (MG), foram apreendidos 60 quilos de maconha.

A 42ª Francal (Feira Internacional de Moda em Calçados e Acessórios) encerrada na no dia 8, em São Paulo, foi a melhor dos últimos cinco anos.

No dia 20, o GCN apresentou os detalhes da cobertura integrada que faria das eleições 2010. A série de sabatinas, que começou em agosto, foi aberta pelo petista Paulo Afonso Ribeiro e foi encerrada quase dois meses depois, com o candidato ao governo pelo PV, Fábio Feldman. Além dele, outros cinco candidatos ao governo do Estado participaram da Sabatina: Paulo Bufalo (PSOL), Celso Russomanno (PP), Paulo Skaf (PSB), Aloizio Mercadante (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), que viria a ser eleito. Também foram entrevistados 11 candidatos a deputado estadual e federal por Franca. Outros três não compareceram: Graciela David Ambrósio (PP); Roberto Engler (PSDB) e Tirso Meirelles (PSDB).

AGOSTO

Começaram em Franca, no dia 3, as entrevistas do Censo 2010. Em Franca, 107.762 casas foram visitadas até setembro. Neste mesmo dia, em um teste com o radar apelidado de “dedo-duro”, a Polícia Militar e a Divisão de Trânsito da Prefeitura flagraram 14 veículos circulando com algum tipo de irregularidade pelas ruas de Franca. No dia seguinte, o “dedo-duro” flagrou 30 veículos com licenciamento vencido.

No dia 8, Norberto César Leandro Souza, 25, morador no Parque São Jorge, foi assassinado com pedradas na cabeça. O corpo foi encontrado em um terreno baldio no Jardim Conceição Leite. No dia 15, a cabeleireira Janete Aparecida Chacon, 35, foi encontrada morta dentro de sua casa, na Rua Alberto de Azevedo, Bairro Santos Dumont, durante a tarde de domingo, 15. O cortador André Juliano Pessoa, 36, marido da vítima, confessou que matou a mulher por estrangulamento após uma briga.

Um plenário lotado por cerca de 320 pessoas assistiu na noite do dia 30 à inauguração da primeira sede própria da Câmara Municipal de Franca. Instituído em 1824, o Legislativo francano esteve por quase dois séculos abrigado em imóveis cedidos ou alugados. No dia 15 de agosto o GCN lança seu portal de notícias.

SETEMBRO
Em setembro nove pessoas morreram vítimas de acidentes em ruas, avenidas e rodovias. Este foi o maior número de mortes ocorridas neste ano. Maio era até então o mês que havia registrado o mais elevado número de vítimas fatais - seis no total. Os acidentes fatais deste mês ocorreram em apenas 18 dias. Tentando diminuir esta estatística, uma campanha de orientação no trânsito foi desenvolvida pela Secretaria de Cidadania e Segurança da Prefeitura.

Além disso, dois crimes movimentaram o mês: o sapateiro Luís Gustavo da Silva, 35, foi executado com sete tiros na no dia 1º na Rua Francisco Frias Mesquita, Nova Franca. A vítima a caminho do trabalho, de bicicleta. O assassino descarregou a arma na vítima. No dia seguinte, o mecânico de manutenção da Sabesp de Franca, Alcino de Almeida Pires, 53, morador no Paulista, foi executado com três tiros. Seu corpo foi localizado às margens da vicinal Wilson Couto Rosa, distante um quilômetro de Patrocínio Paulista. No dia 7, o metalúrgico Fabrício Eduardo Lopes, 27, enteado da vítima, confessou à Polícia Civil de Patrocínio Paulista ter assassinado o mecânico.

No mesmo mês, três mortes ligadas ao sistema de saúde preocuparam os francanos. Após 17 horas de espera sobre uma maca do Pronto-socorro “Doutor Janjão”, a dona de casa Maria das Graças Vieira de Souza, 47, não resistiu e morreu por volta das 3h30 da madrugada do dia 1º. Ela tinha problemas de hipertensão e aguardava autorização para ser transferida para a Santa Casa. A vaga não foi liberada. Seis dias depois, a jovem Luciana Mendes Cruz, 21, conhecida como “Preta”, com dor de cabeça, perambulou pela rede pública de saúde e foi até o “Janjão” segundo o companheiro Alex Rodrigues Costa, 28, por cinco vezes porque a dor não cessava. Luciana morreu de insuficiência respiratória e pneumonia no dia 7 após ser transferida para a Santa Casa. O estudante Leandro Caldeira da Cruz, de 15 anos, foi levado pelos pais na quarta-feira, 8, ao “Janjão” porque estava com dores no peito. Mesmo medicado, Leandro morreu 48 horas depois, em casa. O jovem sofreu uma parada cardiorrespiratória na chácara em que morava com a família. Para a família, houve falha do médico que o atendeu, o qual deveria ter internado o garoto. No dia 10, desesperado com o fato de não conseguir internar duas pacientes, o médico Marcelo Rosa da Silva, que trabalha em regime de plantão “Janjão”, tomou uma medida drástica: pegou uma ambulância e as levou para a Santa Casa. Lá, fotografou macas vazias, para provar que havia vagas. O médico Fernando Teles de Arruda, que trabalha no hospital, recebeu as pacientes, mas procurou a polícia para registrar um boletim de ocorrência depois que o colega tirou fotos do local.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários