Furtos aquecem venda de equipamentos de segurança


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EM ORDEM - Hélder Paulo Cirilo faz reparos em cerca elétrica instalada numa casa do Parque Moema: além dos contratos para instalação, solicitações para revisão dos equipamentos de segurança também crescem no período de férias
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A vontade de visitar familiares no Natal e Réveillon, curtir a folga na praia ou no rancho e as férias coletivas das empresas esvaziam a cidade em dezembro e janeiro. Moradores, empresários e estudantes deixam Franca deserta neste período. Longe de suas casas, repúblicas e empresas, os imóveis ficam mais vulneráveis à ação dos ladrões. Segundo a Polícia Civil, os furtos em residências crescem de 5% a 12% no período de férias. Só no fim de semana no Natal foram registrados 48 furtos a residências. Para inibir os ataques dos bandidos, os moradores recorrem a medidas de proteção. A procura por serviços de segurança chega a ser 60% maior que em outros meses.

O crescimento é registrado pela Blackout, empresa de equipamentos de segurança e monitoramento. Para atender mais clientes, a empresa ampliou o quadro de funcionários neste mês. Eram 25 e agora são 30.

O Grupo Sudeste, que faz segurança privada com trabalhadores especializados, atende em média 40 clientes por dia nos Estados de São Paulo e Minas Gerais, sendo dez só em Franca. A empresa não contrata novos profissionais por questão de segurança, mas aciona 99% do efetivo para atender toda demanda.

Na Scala, a procura pelos serviços aumentou 10% e deve crescer mais em janeiro. “No mês que vem já terão passado as festas e o dinheiro que estava reservado para presentes de Natal poderá ser empregado em equipamentos de segurança”, disse o diretor José Alexandre, no ramo há 25 anos.

Além da solicitação para instalar os sistemas de segurança, a empresa é contratada para revisar os sensores, câmeras, cercas elétricas e alarmes já em funcionamento. Há dificuldade para atender a clientela porque as pessoas costumam deixar para contratar os serviços de última hora e o prazo acaba sendo curto para execução dos serviços. “Recomendamos aos clientes testarem sempre o sistema para verificar se tudo está funcionando a contento”.

A instalação do sistema de alarme custa a partir de R$ 800 e é calculada de acordo com o tamanho do estabelecimento e dos equipamentos necessários. Quando o cliente opta por monitoramento, a mensalidade custa a partir de R$ 50.

RAPIDEZ

Na PPA (Portas e Portões Automáticos), que também trabalha com cercas elétricas e alarmes, a automatização de portões é o carro-chefe. A sócia-diretora Terezinha Nunes não informou estatísticas de atendimentos, mas disse que o interesse pelos serviços é constante e cresce no fim do ano. “Existe um risco maior se as pessoas descerem do carro para abrir o portão, por isso querem que seja eletrônico”.

Há quem opte por contratar vigilantes para aumentar a segurança. A demanda cresce até 40% de novembro a janeiro na Guarda Noturno de Franca. “Todo mundo que sai de casa quer ter um guarda para evitar vandalismo, invasões e furtos”, disse Irineu da Silva, proprietário da empresa, que chega a dispensar clientes por falta de mão-de-obra para atender todos eles. “Costumo ter quatro contratos fixos de guardas por semana e, nesta época, tenho oito extras. São 12 no total”.  

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