Um grupo de caçadores precisou deixar seu acampamento às pressas e largou a fogueira acessa, com um caldeirão de água fervendo sobre ela. Um velho urso saiu da mata, atraído pelo fogo e, ao ver o caldeirão com a tampa se mexendo, resolveu agarrá-lo. Naturalmente, ficou muito queimado. Mas em vez de largar imediatamente o caldeirão, passou a abraçá-lo com mais força ainda, já que esta era a sua única noção de defesa. Claro que quanto mais o abraçava, mais se queimava, e quanto mais se queimava, mais o abraçava. O círculo vicioso continuou, para a desgraça do urso. Isso ilustra perfeitamente a maneira pela qual muita gente aumenta suas dificuldades. Apertam-nas ao seio, remoendo-as constantemente e fixando-se nelas de todas as maneiras possíveis, em vez de largá-las definitivamente, para que a ferida tenha uma chance de sarar. Sempre que se pegar pensando em suas aflições, repreenda-se dizendo: “O urso abraça o caldeirão”. Bom dia!
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