Pesando no bolso


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O brasileiro já está acostumado. Logo após as festas de final de ano e os presentes de Natal, o ‘presente indigesto’ fica para os primeiros meses do ano, com o pagamento de impostos (como o IPTU e o IPVA), da mensalidade escolar e dos materiais escolares, a maioria com reajuste de preço. Na esteira, os alimentos também sofrem reajuste e começam a cair no início de 2011 as parcelas do que foi comprado em dezembro. Ou seja, quem não poupou parte do 13º ou extrapolou nas compras vai ter que rebolar muito para cumprir os compromissos. Os gastos com educação devem ficar entre as principais altas, em torno de 7%, segundo estimativa do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo e da Fenep (Federação Nacional das Escolas Particulares).

Quanto ao IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo calcula o imposto tendo como base os dados da Fipe (Instituto de Pesquisas Econômicas) que leva em consideração o preço médio dos automóveis praticado no mercado no mês de setembro de 2010. Com base nestes dados, houve pequena redução de valores em relação ao ano passado, mas o IPVA normalmente tem valores altos e mesmo sem aumento deve significar um buraco relevante nas finanças neste começo de ano. Os automóveis movidos à gasolina e os bicombustíveis recolherão 4% sobre o valor venal; carros a álcool e gás pagam 3%; picape cabine dupla, 4%; utilitários (cabine simples), ônibus, microônibus e motocicletas pagam 2% sobre o valor venal. Os caminhões recolhem 1,5%. Veículos com mais de 20 anos de fabricação são isentos. Para os proprietários de veículos usados que efetuarem o pagamento do imposto em cota única, em janeiro de 2011, será dado desconto de 3%.

O IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) também virá com um reajuste - de 5,5%, o que segundo a Secretaria de Finanças é só uma reposição da inflação do último ano. Além destes aumentos anunciados, com a expectativa de uma inflação crescente nos primeiros meses do ano que vem não se descartam ainda aumento nos preços de produtos de alimentação, higiene e limpeza. Ou seja, as contas do supermercado (que já estão inflacionadas por conta do preço elevado de alguns produtos, como carne e leite e derivados, entre outros) ficarão ainda mais caras. Da mesma forma que, já no final de janeiro e início de fevereiro os preços dos materiais escolares também deverão estar reajustados. Então, quem teve chances de preparar os bolsos para estes primeiros meses que virão não devem sentir de forma acentuada a situação que se desenha. Já quem não conseguiu poupar, terá que ‘pular miudinho’, como se diz por aí, para cumprir os seus compromissos. Com isso, a inadimplência poderá crescer mais ainda do que nos últimos meses, em razão de compromissos assumidos e não honrados.

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