O dia de Natal foi marcado pela violência. As ocorrências começaram às 7h30, no Jardim Vera Cruz III, onde um homem foi esfaqueado nas costas pelo ex-marido de sua namorada. Em outro caso, uma briga entre vizinhos, genro e sogro foram feridos com golpes de tesoura na Vila Exposição. Um desempregado também foi atingido por facadas no Jardim Aeroporto (leia mais em textos nesta página). A polícia investiga ainda uma tentativa de envenenamento.
Uma aposentada de 74 anos, moradora no Jardim Luiza, acusa a própria nora de ter colocado “chumbinho”, um veneno usado para matar ratos, num pedaço de bolo e lhe oferecido. Desconfiada do gesto da nora, a aposentada resolveu chamar a polícia e entregar o alimento suspeito. A acusada nega ter mexido no bolo dizendo que o comprou numa padaria do bairro e entregou para a sogra.
A denúncia foi registrada no Plantão Policial na manhã de Natal pelo delegado Hélder Rodrigues. Por volta das 11 horas, a aposentada MC, 74, chegou na repartição levada por soldados da Polícia Militar, que também conduziram a sapateira ACB, 23 anos, nora da denunciante. A idosa disse que sua nora teria comprado um pedaço de bolo e o envenenado. Segundo a aposentada, a sapateira constantemente lhe faz ameaças de morte. ACB também foi ouvida e relatou que as bolinhas seriam re-cheio.
Segundo a polícia, a acusada mora com a sogra e o marido de 27 anos na mesma casa, localizada no Jardim Luiza I. Os soldados J. Antônio e Mendes compareceram na casa da família, onde foram recebidos pela idosa, que fez as acusações contra a nora. No Plantão Policial, o delegado Hélder Rodrigues, ao analisar os bolos, também achou “estranho” o tal recheio. Ele determinou que o material fosse apreendido e encaminhado para o IC (Instituto de Criminalística) para perícia toxicológica. “Se ficar comprovado que a substância é mesmo chumbinho, a nora poderá responder por envenenamento de substância alimentícia”, disse o delegado. Ele informou que a acusada foi liberada porque somente o laudo do IC, que deve ficar pronto em 15 dias, pode comprovar se a substância é veneno.
A reportagem do GCN Comunicação esteve na casa da família na tarde de ontem, mas não havia ninguém no local. Vizinhos confirmaram que ocorreu uma discussão na manhã de sábado de Natal, mas nenhum morador quis gravar entrevista.
O caso está sendo investigado no 5º Distrito Policial.
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