Fernando Moreno Berbel, 84, o Coroa, sempre trabalhou como lavrador, mas tinha uma grande aptidão para comandar a associação recreativa de Pedregulho. Ainda jovem conheceu Quércia, mas não era do mesmo grupo de amigos. Como Coroa era muito conhecido na cidade por conta da associação, logo Quércia percebeu que ele mudaria o Clube para melhor. Foi então que decidiu apoiá-lo em várias iniciativas.
Uma das mais marcantes para Coroa foi em 1988. À época, Quércia já era governador do Estado e convidou o amigo para almoçar no Palácio dos Bandeirantes. Marcou dia e horário e mandou um avião no aeroporto de Franca para buscá-lo. “Eu nunca tinha voado. Chegando lá, tive um banquete. Ele me tratou como se eu fosse uma pessoa tão importante quanto ele”, disse. Enquanto governador, Quércia não pôde ajudar a associação, mas como empresário, ele atendeu a uma lista de pedidos. Ajudou a construir a sede recreativa e doou as quadras de basquete, tênis e futebol. No dia da inauguração, fez parte do time que jogou futebol.
No último final de semana, Coroa reuniu a família para o Natal. Disse que ficou feliz de ver todos os filhos juntos, mas confessou que chorou várias vezes a morte do amigo. Segundo ele, Quércia sempre visitava sua casa e mandava presentes nas datas comemorativas. “Quando ele não descia do carro, parava no portão e mandava um abraço. Ele me chamava de ‘o dono do clube”.
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