No dia em que completa 93 anos de existência, o Palmeirinhas da Rua Santos Pereira, segundo clube mais antigo de Franca, atrás apenas da Francana (98 anos), vive um clima de expectativa. Seus dirigentes sonham poder integrar um seleto grupo catalogado pela Confederação Brasileira de Clubes. Atualmente, apenas 136 agremiações existentes no Brasil são centenárias.
A atual diretoria não quer ter apenas uma instituição com três dígitos de existência. O que se pretende é vê-la com boa saúde financeira. Pensando nisso, no último mês os 110 sócios, que mantêm as mensalidades de R$ 20 em dia, aprovaram mudanças estruturais no estatuto social.
As principais novidades envolvem o objetivo de ter novamente um time de futebol profissional jogando no estádio do Bairro Cidade Nova, como aconteceu nas décadas de 1950 e 1980. “O nome Palmeirinhas será eterno, até porque consta no estatuto essa denominação, mas mudamos a razão social para voltarmos à origem. Agora é Palestra Itália de Franca e estamos rumo ao centenário. A mudança de nome nos aproxima de nossos irmãos italianos e é mais uma carta que podemos ter para buscar recursos”, detalhou o presidente, Hélvio José de Paula. A diretoria mandou pintar a fachada do estádio e outras reformas estão previstas. As quadras de bocha serão reformadas e readequadas.
O mandatário disse acreditar que o caminho trilhado vai garantir o nascimento de mais uma equipe de futebol em Franca em data ainda não determinada. “Hoje, todo clube, grande ou pequeno, precisa correr atrás de recursos. Se quisermos assistir ao verdadeiro renascimento do nosso querido Palmeirinhas precisamos buscar recursos, de uma forma ou de outra. Só não pode ser roubado”, afirmou.
Para abrir caminho às verbas, a primeira mudança na agremiação foi a volta do nome de fundação. Agora o antigo Palmeiras chama-se oficialmente Palestra Itália de Franca Futebol Clube. A denominação de origem foi mudada na época da Segunda Guerra Mundial por determinação do governo federal, via Confederação Brasileira de Desportos. Em 1942, entidades que tivessem seus nomes ligados a Itália ou Alemanha tiveram de alterá-los.
Em Franca, outro passo dado estatutariamente foi a transformação do Palmeirinhas em entidade de assistência social. Essa mudança foi feita para viabilizar a obtenção do título de utilidade pública estadual. A atual diretoria já alterou seu quadro de registro na Receita Federal e agora aguarda que o clube seja aprovado na lista de entidades do Conselho Municipal de Assistência Social. Todo o trâmite deve ser finalizado em meados de 2011. A partir daí recursos podem ser solicitados. “Estamos em um bom momento. Temos dinheiro em caixa e queremos ir mais longe. O Palmeirinhas de hoje está caminhando a passos largos para o futuro”, defendeu Hélvio.
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