A grande movimentação no setor comercial de Franca, nesta semana, foi capaz de surpreender até mesmo os empresários, que esperavam um aquecimento nas vendas mas não a ponto de deixar ruas e os dois shoppings centers da cidade lotados. Além disso, a circulação de consumidores também nos supermercados e hipermercados ficou acima da expectativa, demonstrando que a economia em Franca continua em alta e com perspectivas de manter-se estável pelo menos nos primeiros meses do próximo ano. As compras - que estão superando o esperado no setor de TVs (plasma, LCD e LED), informática (notebooks) e linha branca (fogões, geladeiras e lavadoras de roupa), entre outros - devem atingir o seu ápice no dia de hoje, já que é usual do brasileiro deixar suas compras para a última hora. Como se pode ver, o dinheiro do 13º salário está sendo direcionado para o consumo, mas não só para a compra de produtos natalinos ou lembrancinhas. De acordo com reportagens divulgadas pelos veículos do GCN Comunicação, anteontem e ontem, em todos os segmentos estão sendo registradas até disputas por produtos dentro das lojas - como máquinas fotográficas digitais, celulares e brinquedos.
Esta é a prova de que a economia local viveu em 2010 um ano excepcional, com a recuperação de empregos e também a criação de novas vagas. A esperança é de que este bom momento perdure e atinja também 2011. Um crescimento projetado nas vendas em relação ao Natal do ano passado é balizador da situação de hoje: o gerente Maurício Castro, da Lojas Xavier do centro da cidade, classifica os negócios neste ano como ‘ótimos’ e projeta crescimento de até 80% nas vendas em comparação ao Natal de 2009. No meio do ano, as projeções para este período ficavam entre 15% e 30%, o que já era considerado muito bom por conta da estagnação que o setor viveu principalmente em 2008, ano da crise na economia global que quebrou grandes bancos, reduziu o tamanho de empresas de ponta e deixa, até hoje, economias (como Grécia, Portugal, Reino Unido, Itália e Estados Unidos) em situação difícil, buscando uma recuperação que ainda não veio.
As medidas do governo brasileiro para estimular o consumo e evitar que a economia brasileira fosse contaminada pela quebradeira geral do exterior rendeu frutos e passou a estimular até a produção, que foi intensificada (e não apenas nos setores que receberam isenção de impostos, como automóveis, linha branca e materiais de construção, entre outros) e chegou à indústria calçadista francana. E acabou permitindo que indústria, comércio e serviços, como um todo, fossem beneficiados. A recuperação chegou ao ponto de criar um efeito inesperado, com a falta de profissionais especializados em alguns setores, principalmente nas fábricas de sapatos e no setor de construção civil. Por isso, industriais e trabalhadores continuam na expectativa de que a boa fase atravesse 2011, beneficiando todos os demais setores que gravitam em torno da indústria de Franca. As vendas neste final de ano são um indício de que a situação tende a perdurar.
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