Atendidos se queixam sobre demissões


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Os atendidos pelos programas da Secretaria de Ação Social ficaram surpresos com as demissões de psicólogos, assistentes sociais e educadores. A dona de casa Gisele Aparecida Estevam, 26, coletou assinaturas para entregar um abaixo-assinado ao prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e vereadores reivindicando o retorno dos profissionais. “Para esse trabalho não é apenas a satisfação financeira que conta, as pessoas que fazem têm que ter amor e carinho e isso é algo que esses funcionários tinham”, disse.

Gisele conheceu a equipe do Creas no antigo projeto Mosaico porque foi usuária de drogas dos 15 aos 21 anos e precisou de acompanhamento psicológico e social. Foram as profissionais do Creas que a encaminharam para tratamento contra o vício na Amafem (Associação Mão Amiga de Amparo Feminino). “A gente fica triste porque esses funcionários já estavam nos programas com a gente há muito tempo e de repente param”, disse ela, que participava do grupo de apoio a mulheres que tiveram envolvimento com drogas, suspenso e ainda sem definição de continuidade no Creas em 2011.

Com problemas familiares, a doméstica Talita de Oliveira, 31, buscou atendimento com psicólogo e assistente social no Cras - Centro há nove meses. Ela também ficou insatisfeita com as demissões. “Graças aos funcionários do Cras, meus filhos conseguiram participar do programa Sementes do Amanhã (oferece atividades recreativas e esportivas no horário contrário ao da escola). Lá a gente tem um apoio que não encontra na família. São pessoas muito bem preparadas, que sabem dialogar”.

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