Jornal e escolas: a parceria que deu certo


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Quem vê a pequena Nataly Ramos Silva ansiosa todo domingo para ler o Comércio da Franca, não imagina que, há alguns meses, a menina de nove anos nem olhava para o jornal quando a mãe comprava. A estudante do 5º ano “C”, da Escola Municipal “Professora Valéria Teresa Penna”, do Jardim Leporace III, não era muito habituada à leitura e, em sala de aula, apresentava certa dificuldade na escrita. Foi quando a professora Flávia Fernanda Ribeiro inseriu o jornal em suas aulas com o auxílio do Projeto Jornal Escola, que fornece 12 assinaturas do Comércio para 12 escolas públicas de Franca.

Com o uso de atividades dinâmicas, como a da “Reportagem Maluca” - em que uma notícia baseada em uma frase inicial sugerida pela educadora é escrita pela classe, resultando em textos bem divertidos -, a professora conseguiu despertar o olhar de seus alunos para o informativo impresso. “Trabalhar o Comércio foi ótimo, pois as crianças se interessaram por vários tipos de texto, já que no jornal encontramos desde artigos de opinião até anúncios publicitários. A diversidade é muito rica”, disse a professora. Flávia ainda acrescentou que o desempenho escolar de várias crianças melhorou bastante após as atividades com o informativo impresso. “Os próprios pais comentam nas reuniões”.

A dona de casa Simone Cristina Ramos, mãe de Nataly, mostrou-se satisfeita com o trabalho realizado em sala de aula com o jornal. “Eu fico muito feliz quando vejo minha filha contente abrindo o Comércio da Franca e procurando pela coluna do Valdes Rodrigues, sua preferida. Hoje ela adora ler”, disse.

A professora Gisele Ferreira Braga, da Escola Municipal de Educação Básica “Frei Germano de Annecy”, ensinou aos seus alunos da Fase II - muitos deles em processo de alfabetização - as diferenças entre os diversos cadernos de um jornal. “Evidenciar a função social do jornalismo é muito importante para as crianças. Isso estimula o interesse pela leitura e, consequentemente, pela escrita”, disse a educadora.

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