Rede pública de Saúde ultrapassa a casa de um milhão de consultas


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MELHORA DO SERVIÇO - Secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, diz que crescimento da cidade contribuiu para a maior demanda na rede pública
MELHORA DO SERVIÇO - Secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, diz que crescimento da cidade contribuiu para a maior demanda na rede pública

A rede pública de saúde de Franca fechará 2010 com um recorde. Dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que o total de atendimentos já supera um milhão e é maior registrado desde que a contagem começou a ser feita em 2005. A projeção é que o município termine o ano com 1.035.245 consultas realizadas. Quase 5,9 mil a mais que em 2009.

Os números referem-se a quantidade de procedimentos médicos nas UBS (Unidades Básicas de Saúde) e no Pronto-socorro “Doutor Janjão” e estão divididos de acordo com o tipo de consulta: básicas (ginecologia, pediatria e clínica médica), de especialidades e de emergência.

Secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, diz que o crescimento está ligado ao aumento da demanda (há mais pacientes para serem consultados devido a expansão da cidade) e a melhora dos serviços prestados. Para 2011, a tendência é que o balanço final apresente resultados ainda maiores, principalmente com a inauguração do novo pronto-socorro, na Vila Imperador.

Pelo levantamento, as consultas, em especial as básicas, seguiram numa evolução nos últimos cinco anos. Desde 2005, elas cresceram de 333.598 para 440.210. Um avanço de 24,22%. Já as de especialidades, tiveram comportamento contrário. Caíram de 200.884 para 166.275 no mesmo período. “A unidade básica precisa ser solutiva, resolver o problema do paciente. Desta forma, ele não precisará passar pela segunda consulta com um especialista. Pelos números percebemos que tem dado resultado”, disse Alexandre.

Segundo o secretário, o aumento dos programas preventivos, como de hipertensão e de diabetes, a maior oferta de exames e de assistência pré-natal também favorecem a redução na procura por consultas com especialistas.

No caso das consultas de emergência, o total de 2010 também sofreu elevação comparado ao dos anos anteriores. Cresceu, em cinco anos, de 283.252 para 428.760. Para Alexandre Ferreira, o aumento pode ser traduzido em confiança. Segundo ele, houve investimentos em equipamentos e no treinamento de funcionários e médicos. O corpo clínico, por exemplo, participou de 28 reuniões de treinamento ao longo do ano. “Essa evolução numérica de consultas acontece em razão de uma série de fatores combinados. Novos equipamentos que agilizam o diagnóstico, médicos treinados que indicam melhores tratamentos e uma gama maior de medicamentos específicos disponíveis para a população”.

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