Alimento diário


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O SENHOR SE TORNOU O ESPÍRITO DA REALIDADE

O desejo do Senhor é fazer com que a natureza humana. Por três anos e meio Ele experimentou muitas coisas da vida humana, mas nessa condição não poderia estar com todos os homens.

Quando Ele multiplicou os pães, fez com que cinco mil fossem satisfeitos, contudo o Senhor não podia atender cada uma das necessidades desses cinco mil. Se Ele estivesse hoje em carne em uma conferência, estaria falando para, no máximo, um número limitado de pessoas. Deus, contudo é sábio. Foi necessário que o Senhor ressuscitasse e se tornasse o Espírito da realidade, o Espírito que dá vida. Através de nosso invocar: Ó Senhor!, Ele entra em nós como Espírito e, uma vez em nosso interior, pode falar conosco de modo individual. Não só especificamente para um, mas com cada um de nós em nosso espírito. Pelo fato de o Espírito ter entrado em nós, temos a vida de Deus e quando vivemos no espírito, por meio de invocar o Senhor, a natureza divina é expressa em nosso viver humano.
A Primeira Epístola de Pedro, já no capítulo um, aborda o crescimento da vida divina até chegar á maturidade, a ponto de receber louvor, glória e honra e entrar no reino milenar.
Alem disso também nos diz que quanto mais crescemos na vida determina quanto a natureza divina há em nós. Ao falarmos da vida divina, falamos também da fé cujo conteúdo é a economia de Deus, que consiste no deseja de Deus Triúno de trabalhar - Se para dentro do homem tripartido. A vida se refere à vida do Deus Triúno, isto é, o dispensar do Pai, o do Filho e o Espírito, que é trabalhado para dentro de nós.
Os versículos 3 e 4 da Primeira Espístola de Pedro também discorrem sobre o dispensar do Deus Triúno. A vida e a piedade estão relacionadas com o Pai (1 Tm 3:16). A glória e a virtude dizem respeito ao Filho, ao Senhor (Hb 1:3). Já as preciosas e muito grandes promessas que Deus nos deu se referem ao Espírito (Gl 3: 14). Portanto, quando Pedro falou da vida e da natureza de Deus, ele se referiu ao dispensar do Deus Triúno , que é Sua economia.
]A vida e a piedade se referem ao Pai, que é fonte da vida. Ele não é somente nosso Deus, mas é Pai (Ef 4:6). Como tal, Ele nos dá a vida divina e nos leva à origem da vida. No conceito humano, quando se fala de pai, é preciso também levar em conta a mãe. Á luz do conceito divino, porém, quando falamos do Pai, referimo-nos à fonte. Dentre os dez mandamentos, os cinco iniciais falam de amar a Deus, ou seja estão relacionados com Deus; e os cinco finais estão relacionados com Deus; e o cinco finais estão relacionados com o homem, ou amar o homem (Mt 22:37-40). O quinto mandamento diz que devemos honrar pai e mãe, que é Deus. Se o versículo fizesse referência ao homem, não teria sido colocado na primeira parte. O que ele diz é que assim como os pais são nossa fonte, Deus é a fonte de todos, por isso honrar pai e mãe está entre os cinco primeiros mandamentos. Todas essas coisas se referem à vida, que está ligada ao Pai.
A vida divina que recebemos, por um lado, é interior, mas, por outro, precisa ser vivida e manifestada. A expressão dessa vida é a piedade, isto é parecer-se com Deus. Tornamo-nos parecidos com Ele à medida que as coisas da vida e da piedade nos são dadas. Essas coisas se referem ao Pai, cuja vida recebemos quando fomos regenerados e que é manifestada em nós por meio da piedade. Não podemos contentar-nos em ter simplesmente a vida de Deus; além de tê-la, precisamos expressa-la. Quando perdemos a calma, expressamos a nós mesmos. Logo falta-nos a piedade.
Precisamos permitir que a vida de Deus seja expressa em nosso viver. Não devemos contentar-nos em apenas conhecer a respeito das coisas relacionadas à vida e à piedade, antes, devemos colocá-las em prática até que se tornem nossa realidade.

Igreja em Franca. Rua Carmem Irene Batista

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