Vereador Marcelo Valim é proibido de se aproximar de ex-assessora


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CAUTELA - Após ser indiciado, Marcelo Valim deve manter distância de ex-funcionária
CAUTELA - Após ser indiciado, Marcelo Valim deve manter distância de ex-funcionária

O vereador Marcelo Marques de Melo (PSDB), o Marcelo Valim, está proibido de se aproximar da ex-assessora parlamentar Cláudia Machado da Silva, 38. Ele deve manter uma distância de pelo menos 100 metros da ex-funcionária. A decisão é do juiz da 3ª Vara Criminal de Franca, Ricardo Domingos Pinhel. A medida protetiva está prevista no artigo 22 da Lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha. Caso o radialista e político não cumpra a determinação judicial, poderá ser preso em flagrante por desobediência.

A ex-assessora parlamentar Cláudia Silva, na noite do dia 6 de dezembro, esteve no Plantão Policial, onde registrou boletim de ocorrência acusando o vereador Valim de agressão. Ela alega que foi espancada com chutes e socos após encontrá-lo em uma boate. O vereador negou as acusações e acredita que a assessora estaria revoltada por ter sido demitida. “Nunca fiz ameaças a esta pessoa. Sempre a ajudei. Agora que a demiti, ela fez tudo isso para tentar me prejudicar”, disse Valim em entrevista, no dia seguinte ao registro da ocorrência.

Na tarde de 13 de dezembro, acompanhada de um advogado, Cláudia foi ouvida da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e manifestou o desejo de representar contra o ex-patrão. Em seu depoimento, ela manteve as denúncias feitas no Plantão Policial, onde alegou ter sido agredida pelo vereador e sofrido lesões em seu pescoço, braços e quebrado um dedo da mão esquerda. Dois dias depois foi aberto o inquérito policial para apurar as denúncias de agressões e ameaças.

A ex-funcionária, no mesmo inquérito, pediu à Justiça medida cautelar protetiva impedindo que o vereador se aproxime dela. O pedido foi aceito pelo juiz Ricardo Pinhel e o político deve manter uma distância mínima de 100 metros de Cláudia. Sobre a medida cautelar, o vereador disse que é um direito dela. “Eu mesmo não quero conversa com ela. Nossa relação será através de advogados e da delegada. Eu quero mesmo é distância dessa pessoa”, disse Valim.

Para que o inquérito policial seja enviado à Justiça, segundo o delegado Eduardo Lopes Bonfim, que responde interinamente pela DDM, falta o laudo do exame de corpo de delito realizado no IML (Instituto Médico Legal) e o depoimento do vereador. A oitiva de Valim só deve ocorrer na primeira quinzena de janeiro, em razão das férias de 15 dias da escrivã que está redigindo as peças.

DANOS
O vereador também registrou ocorrência policial contra sua ex-assessora no 2º Distrito Policial. Valim a acusa de danos ao patrimônio. Ela teria, segundo ele, danificado seu veículo provocando riscos na pintura após ser exonerada.

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