O prefeito de Patrocínio Paulista, José Mauro Barcellos, que exerce a profissão de médico, se recusou a gravar entrevistas, mas numa conversa informal com a reportagem do GCN Comunicação disse estar tranquilo sobre a conduta adotada durante o trabalho de parto de sua paciente Vera Lúcia Pereira. Barcellos informou que todo o procedimento realizado seguiu rigorosamente o protocolo de atendimento e tudo está registrado na ficha clínica da parturiente. Ele classificou a morte como fatalidade.
Ele relatou que, durante o parto, o ombro da criança teria ficado preso, impedindo sua saída e provocando ferimentos na clavícula, que resultaram no óbito. O médico disse que ele e sua equipe realizaram todas as manobras obstétricas para salvar o bebê.
Mauro não quis comentar as acusações registradas em inquérito policial, que o investiga por um suposto crime de homicídio culposo, pois ainda não havia sido notificado pela Polícia Civil. Sobre o comportamento de sua paciente, disse que ela estaria abalada psicologicamente, inclusive passando por tratamento. Durante a conversa, o prefeito negou ter empurrado e xingado a dona de casa, mas informou que, na manhã de ontem, ela teria invadido sua sala na Santa Casa fazendo ameaças. Motivo pelo qual teria pedido para que funcionários do hospital acionassem a polícia.
INCIDENTES
Apesar de aconselharem que o parto normal é o mais saudável, desde que seja viável para a criança e a mãe, dois especialistas de Franca foram categóricos em dizer que podem acontecer surpresas desagradáveis durante o procedimento. “Quando o médico escolhe o parto normal, ele sabe que tudo está bem. Caso contrário, escolheria cesariana”, disse o médico Flávio Gaspar Tozatti, que tem 20 anos de experiência. Para o ginecologista e obstetra aposentado Cleomar Borges de Oliveira, 78, complicações acontecem, mas são raras. “Não podem acontecer com frequência”.
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