Dicas para gestantes na hora da ceia de Natal e Ano Novo


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Mas, se mesmo assim houver algum deslize, o importante é fazer uma dieta de compensação no dia seguinte, abusando de saladas e sucos para ajudar a eliminar as toxinas.
Mas, se mesmo assim houver algum deslize, o importante é fazer uma dieta de compensação no dia seguinte, abusando de saladas e sucos para ajudar a eliminar as toxinas.

É muito difícil pensar na ceia de Natal e Ano Novo, sem associar a uma mesa farta repleta de gostosuras que aparecem com toda a força nesta época. Apesar do sentido vital destas comemorações serem a partilha, o encontro com amigos e familiares e as reflexões sobre nossas atitudes, os pratos saborosos e calóricos sempre se fazem presente.

Mas, ceder às tentações da gula não é um bom negócio para a saúde, principalmente para as gestantes e para o bebê. Por isso, para curtir o próximo dia 25 e 31 sem nenhum contratempo alimentar, a dica é o equilíbrio. Isso não significa abrir mão de todas as delícias, mas se elas forem preparadas e combinadas de outra forma, a culpa e o peso na consciência e no corpo ficarão bem mais leves.

O bom senso é a melhor decisão a ser tomada, inclusive à mesa. Se ingeridos de forma controlada, nenhum alimento precisará ser eliminado, segundo Maria Cláudia Ortolani, nutricionista do instituto Ganep Nutrição Humana, em São Paulo.

A especialista explica que a digestão na gravidez é mais lenta e o consumo exagerado de gorduras, açúcares e frituras podem ocasionar mal-estar e problemas gastrintestinais. O ideal é ingerir alimentos que tenham baixo teor de gorduras, condimentos, sódio, açúcares e carboidratos.

Mas, se mesmo assim houver algum deslize, o importante é fazer uma dieta de compensação no dia seguinte, abusando de saladas e sucos para ajudar a eliminar as toxinas. São sugeridos tomar água e chás – mínimo 2 litros, no total - e comer frutas, vegetais e legumes, sem restrição, em cada refeição que deve ser feita em um intervalo de duas horas e meia.

O site Bolsa de Mulher, listou o que está proibido e liberado. Anote aí:

Sinal verde:

- Carnes magras como frango, chester e peru;
- Peixes como salmão, sardinha, arenque e truta. Evite consumi-los crus, pois o mercúrio presente em muitos deles pode prejudicar o feto;
- De acompanhamentos, escolha apenas um ou dois tipos. Pode ser arroz integral, farofa sem bacon (com frutas in natura ou secas), batatas (assadas ou cozidas), verduras e legumes.
- As carnes devem ser assadas, cozidas ou grelhadas;
- Tempere a comida com condimentos naturais tipo salsinha, cebolinha, alecrim, manjericão, cebolinha, hortelã e aipo (salsão). Ricos em vitaminas, eles ajudam na digestão dos alimentos;
- Frutas como abacaxi, manga, pêssego, cereja, ameixa e uvas, que estão na época;
- Nozes, amêndoas e castanhas, que são ricas em Ômega-3, um ácido graxo essencial à formação do sistema nervoso da criança e que ainda inibe a vontade de comer doce;
- Sorvetes à base de iogurte e de frutas da estação são boas opções para sobremesa;
- Uma pequena fatia de panetone está liberada, mas apenas aqueles feitos de frutas cristalizadas. Os "chocotones" são proibidos;
- Para beber, sucos e água de coco;

Sinal vermelho

- Carnes gordurosas, apesar de deliciosas, devem passar longe: lombo, tender e pernil;
- Não abuse de massas e arroz com frutas secas - esta mistura é altamente calórica;
- Evite maionese e acompanhamentos cremosos, com molhos. Eles são mais gordurosos e podem causar azia, mal-estar e sonolência;
- A ingestão de gorduras e óleos trans deve ser abolida. A margarina e as gorduras hidrogenadas trans elevam o colesterol ruim (LDL), baixam o colesterol bom (HDL), aumentam a incidência de doenças cardíacas e diminuem o volume e o valor nutritivo do leite materno;
- Evite condimentos industrializados, que são ricos em sódio e podem aumentar a retenção de líquidos e a pressão da gestante, naturalmente mais alta nesta fase;
- Adoçantes não devem fazer parte da dieta da gestante. Mas se você não resistir a uma sobremesa, opte pelos doces feitos com sucralose ou stévia;
- Se você é daquelas que pensam que uma tacinha de champanhe não faz mal, saiba que o álcool agrava o quadro de refluxo e azia e pode atravessar a placenta atingido o bebê.
 

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