Aumento?


| Tempo de leitura: 3 min

Ainda na surdina, vereadores pensam em aumento, mas é coisa para 2011

Após a Câmara dos Deputados aprovar, quarta feira, aumento de 61,83% em seus salários, diversas câmaras municipais estão se articulando para tentar corrigir também seus vencimentos. Em Franca, a decisão animou um grupo de vereadores, mas o assunto é tratado com discrição, pois trata-se de questão de intensa repercussão negativa. É provável que a proposta seja levada a plenário no ano que vem. Qualquer aumento só pode vigorar a partir da próxima legislatura.

Em abril, a Câmara aprovou projeto de lei que autoriza os vereadores aumentarem os salários para a legislatura seguinte um ano antes das eleições, no caso, em 2011. Antes desta lei, os reajustes aconteciam quatro meses antes do pleito. A antecipação foi uma estratégia para livrar os políticos de reações negativas da população em anos eleitorais. No dia 30 de março, os vereadores aprovaram projeto que reajustava em 5,04% e elevava para R$ 5.043,44 os próprios salários. O efeito era retroativo a 1º de março. O Ministério Público abriu um inquérito para apurar a legalidade e o reajuste não foi repassado.

Atualmente o salário dos vereadores de Franca é fixado por meio de resolução aprovada em plenário com efeitos para o mandato seguinte. Há um movimento ainda silencioso nos bastidores do legislativo para que seja atrelado aos da Assembleia Legislativa. A intenção é abocanhar o limite máximo permitido e estabelecer o vencimento em 75% do que ganham os deputados. Cada deputado estadual receberá R$ 18,3 mil a partir de 2011.

BASE RACHADA
Dono de três cadeiras na Câmara de Franca, o PSB deu mostras, na sessão passada, que poderá endurecer nas relações e deixar de integrar o bloco de apoio ao Executivo. Em tom áspero, Valter Gomes disse na tribuna que os vereadores “não têm que agradar” e que devem enfrentar o prefeito de igual para igual. Sobre a administração de Sidnei Rocha (PSDB), disparou: “Caiu tudo de mão beijada para ele”. Pouco depois, foi a vez de Paulo Zamikhowsky dizer que era contrário ao projeto de remanejamento de verbas para possibilitar o fechamento contábil da Prefeitura. ‘Se o projeto não for adiado eu voto contra e dane-se a prestação de contas”. O PSB está bronqueado por não ter sido contemplado em pedido de liberação de verbas para entidades assistenciais. Por outro lado, também avalia que a tática de tentar minar a administração pode ser positiva para as pretensões da legenda nas eleições municipais de 2012.

COMPANHEIRO PRESTIGIADO
Um grupo seleto de cerca de 200 pessoas acompanhou a diplomação de Dilma Rousseff (PT) como presidente eleita do Brasil na sexta-feira. Após o evento ocorrido no auditório do TSE, rolou um coquetel no Palácio do Itamaraty. Entre os convidados estava o ex-prefeito de Franca, Gilmar Dominici, atual integrante do governo federal. Dominici passará o Natal com a família em Franca mas deverá retornar a Brasília dias antes da virada do ano. Ele está atuando na organização da solenidade de posse da futura presidente.

EU JÁ SABIA
Em dezembro do ano passado, quando pouco ainda se falava sobre as eleições, o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) deu a entender, durante a assinatura do convênio para implantação do NICC (Núcleo de Inteligência Competitiva do Couro e do Calçado) em Franca, que a cidade poderia ficar sem representante em Brasília e pediu a ajuda do deputado Duarte Nogueira (PSDB), que estava na mesa de honra destinada às autoridades. “O Nogueirinha vai ser um soldado nosso lá em Brasília. A partir de hoje, será um deputado, também, sapateiro. A política muda. Daqui a um ano muda e, aí, vamos precisar muito do deputado Duarte Nogueira a partir do fim do ano que vem”. A declaração causou saia-justa com os assessores de Ubiali (PSB), que acompanhavam o evento. Um ano se passou. Nogueirinha foi reeleito e Ubiali derrotado, como Sidnei previa.

TERCEIRO TURNO
O deputado Ubiali (PSB) espalhou outdoors pela cidade informando que liberou R$ 270 mil para a Embrapa e destacando a importância da cidade ter um representante em Brasília. Primeiro suplente, ele depende da saída de algum deputado eleito pelo partido para ficar com uma cadeira na Câmara Federal.

Edson Arantes
Jornalista – edson@comerciodafranca.com.br

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários