Prédio do ‘Esqueleto’ pode virar sede da Secretaria da Educação


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CASO ANTIGO - O prédio inacabado do que seria um hotel, conhecido ‘Esqueleto’, está abandonado há mais de 20 anos e já foi palco de várias ocorrências policiais
CASO ANTIGO - O prédio inacabado do que seria um hotel, conhecido ‘Esqueleto’, está abandonado há mais de 20 anos e já foi palco de várias ocorrências policiais

A história do prédio inacabado no Parque Francal, mais conhecido como ‘esqueleto’, pode, finalmente, ter um desfecho. A Prefeitura estuda a possibilidade de desapropriar o imóvel e transformá-lo na nova sede da Secretaria Municipal de Educação. A decisão está nas mãos do prefeito Sidnei Rocha (PSDB), que avalia a possibilidade.

A informação foi dada ontem pelo secretário de Finanças, Sebastião Ananias, no programa Hora da Verdade, da Rádio Difusora. Ananias diz que a ideia é antiga e surgiu de uma conversa entre ele e o prefeito. “A nossa maior preocupação é retirar aquela estrutura que está enfeando a cidade e seguir com o nosso programa de desenvolvimento de Franca”.

No começo do ano, a Prefeitura encomendou um laudo para avaliar as condições da estrutura existente, verificando se é possível aproveitá-la ou se é necessária a demolição. A secretária de Urbanismo e Habitação, Valéria Marson, disse que o laudo foi concluído, mas não se lembra do resultado. “Eu não me lembro, mas ele já está na mão do prefeito”. A reportagem do Comércio procurou a Assessoria de Imprensa da Prefeitura para saber a posição final do prefeito, mas não houve resposta aos contatos feitos.

Segundo Ananias, tudo depende da decisão do prefeito. “Se ele assinar um decreto amanhã declarando o ‘esqueleto’ é de utilidade pública, nós iniciamos o processo de desapropriação imediatamente”. O secretário explica que a Prefeitura entrou em contato algumas vezes com o proprietário do imóvel, solicitando a retomada das obras, mas não foi atendida.

A diretora do Cadastro Físico da Prefeitura, Raquel Regina Pereira, afirma que a Prefeitura abriu processo administrativo em 2003 contra o proprietário solicitando providências. “A municipalidade também abriu processo judicial, mas como não foi atendida, a desapropriação passou a ser estudada”.

O secretário explica que a ideia seria transferir apenas a parte administrativa da Secretaria de Educação e a reciclagem de professores para o ‘esqueleto’. “O atual prédio da secretaria está no limite de capacidade. O ‘esqueleto’ seria mais adequado”.

A secretária de Educação, Leila Haddad, diz não saber desta possibilidade, mas a considera positiva. “Seria interessante ter o gabinete da Secretaria e a Divisão de Ensino nessa nova estrutura”.

O custo provável da desapropriação seria alto. A Prefeitura não revela valores, mas de acordo com o corretor de imóveis Marcos Antônio Parra, apenas o terreno do esqueleto, que mede 1.675,35 metros quadrados, estaria estimado em R$ 1,1 milhão. “O valor da estrutura existente não dá para avaliar, porque não sabemos em que condições ela está”. O corretor também diz que, em caso de demolição, o valor da desapropriação diminui. “A demolição é abatida no valor do terreno”.

O esqueleto está abandonado há mais de 20 anos e foi projetado, inicialmente, para ser um hotel. O prédio se transformou em abrigo de usuários de drogas, além de palco de várias ocorrências policiais nos últimos anos, como brigas e até um assassinato.  

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