Inaugurado há três meses, prédio da Câmara já passa por reformas


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ESTAMOS EM OBRA - Pedreiros fazem reparos em parede externa ao lado do estacionamento dos vereadores. Do lado interno, laudo constatou rachaduras e infiltrações em diversas salas da Câmara
ESTAMOS EM OBRA - Pedreiros fazem reparos em parede externa ao lado do estacionamento dos vereadores. Do lado interno, laudo constatou rachaduras e infiltrações em diversas salas da Câmara

Três meses depois de ser inaugurado, o novo prédio da Câmara Municipal já está passando por reformas. Desde o começo da semana, três pedreiros, supervisionados por um engenheiro, estão consertando infiltrações e rachaduras no plenário, sala da presidência, ala dos gabinetes e banheiros. A direção informou que são pequenos reparos, que não há falhas estruturais e que a despesa será bancada pela construtora. A obra demorou dois anos e quatro meses para ser construída e custou R$ 3 milhões aos cofres públicos.

A nova sede da Câmara começou a ser construída no início de 2008. O prédio teve a conclusão atrasada por causa das chuvas e da necessidade de alterar a fundação. A rede de galeria nas proximidades precisou ser refeita. Quando chovia forte, as águas inundavam parte do imóvel. A inauguração aconteceu no dia 30 agosto. As infiltrações e rachaduras não demoraram a aparecer.

Um dos locais mais atingidos foi o gabinete do presidente Joaquim Pereira Ribeiro (PSB), que apresentou infiltrações no banheiro e rachaduras nas paredes da sala. No dia 14 de novembro, ele notificou a construtora para que fosse feito um laudo para constatação dos problemas.
O documento chegou anteontem à Câmara e confirma a existência de manchas de umidades e rachaduras na sala da presidência, nos banheiros, salas de telefonia e impressão e na rampa que dá acesso ao plenário. O laudo atesta que algumas reclamações, como falhas em válvulas e torneiras, são improcedentes por se tratarem de “problemas ocasionados por desgaste das peças”.

Na segunda-feira, três pedreiros começaram a consertar estragos ocorridos nas repartições internas e em paredes externas. A previsão é de que os serviços terminem amanhã. “Tem muita coisa para fazer. O reboque estourou e estamos fazendo remendos. Também tem problema de infiltração e goteira”, contou José Alves da Silva, encarregado das obras.

A empreiteira responsável pela construção do prédio designou o engenheiro Carlos César Rodrigues para acompanhar a reforma. Ele disse que as rachaduras são normais. “A estrutura está passando por acomodação e o movimento provoca as trincas. Os problemas se agravam em função do solo, que é muito ruim”.

Joaquim Ribeiro afirmou que todos os defeitos apontados no laudo terão de ser corrigidos, mas disse que o prédio que ele tanto lutou para inaugurar como presidente não está sendo reformado. “Tem que deixar claro que não se trata de nenhuma reforma. É apenas uma correção. São pequenas rachaduras que estão sendo corrigidas e que não trazem risco ao prédio e nem demérito à construção”. O presidente disse que a obra está dentro do prazo de garantia e que não será investido dinheiro público nos reparos. “A Câmara não vai investir um único centavo”.  

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