S. João da Cruz


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1542-1591 presbítero e doutor da Igreja

Natural de Fontíveros, Espanha, S. João da Cruz destacou-se como místico, poeta, teólogo e mestre espiritual. Influenciado por S. Teresa de Ávila, foi o pioneiro da reforma carmelitana masculina, sofrendo com isso incompreensões e perseguições. Fundou em Durvelo o primeiro convento dos carmelitas descalços. Deixou-nos importantes tratados de espiritualidade como A subida do Monte Carmelo, Noite escura da alma, Chama do amor vivo. Afirmava: é preciso cavar fundo em Cristo, que se assemelha a uma mina riquíssima, contendo em si os maiores tesouros; nela por mais que alguém cave em profundidade nunca encontra fim ou termo. Ao contrário, em toda cavidade aqui e ali novos veios de novas riquezas (cf. Liturgia das horas, v. I, p. 1.072).

S. VENÂNCIO FORTUNATO

c. 530-600 bispo “Venâncio “ significa “caçador”

Venâncio Fortunato nasceu em Duplavilis, perto de Veneza, por volta de 530. Estudou gramática e retórica em Ravena. Era trovador e freqüentador das cortes, viajando por toda a Europa.
Influenciado por S. Radegundes e por S. Inês, decidiu deixar sua vida de trovador itinerante. Ordenado sacerdote, continuou compondo seus versos, legando-nos alguns dos cânticos da mais alta inspiração da mística cristã. Em 597, foi eleito bispo de Poitiers. Entre seus escritos mais conhecidos, temos o Vexilla regis e o Pange lingua, compostos por ocasião da chegada a Poitiers de uma relíquia da S. Cruz, enviada pela imperatriz Sofia de Constantinopla. Morreu por volta de 600.

ORAÇÃO
Do rei avança o estandarte

“Do Rei avança o estandarte, fulge o mistério da Cruz, onde por nós foi suspenso o autor da vida, Jesus.
Do lado morto de Cristo, ao golpe que lhe vibraram, para lavar meu pecado o sangue e água jorraram, Árvore esplêndida e bela, de rubra púrpura ornada, de os santos membros tocar digna, só tu foste achada.
Ó Cruz feliz, dos teus braços do mundo o preço pendeu; balança foste do corpo que ao duro inferno venceu.
Salve, ó altar, salve vítima, eis que a vitória reluz: a vida em ti fere a morte, morte que à vida conduz.
Salve, ó Cruz, doce esperança, concede aos réus remissão; dá-nos fruto da graça, que floresceu na Paixão.
Louvor a vós, ó Trindade, fonte de todo o perdão, aos que na Cruz foram salvos, daí a celeste mansão.
(Vexlilla regis, “Do rei avança o estandarte”, composto por S. Venâncio Fortunato).

Os cinco minutos dos Santos/J. Alves
São Paulo: Editora Ave-Maria, 2002.

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