Cercado de cuidados pela família, o médico francano e secretário municipal de Saúde de São José do Rio Preto, José Victor Maniglia, atendeu por telefone a reportagem do GCN Comunicação no início da noite de sexta-feira. Disse que só soube que teve a parte inferior da perna esquerda amputada pouco antes de deixar o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. “É triste... Não é bom, né? Uns dizem que é lamentável, mas não é o mais importante da vida. O mais importante é que meu filho não sofreu nada e pôde me dar toda a retaguarda que eu precisei”.
Otimista, afirmou que a recuperação está indo muito bem. “A fratura do cotovelo foi grave, mas fiz uma cirurgia perfeita e já estou fazendo fisioterapia para voltar a ter os movimentos normais”.
Maniglia diz se lembrar pouco do acidente e evita falar sobre o assunto. “Me emociono um pouco porque foi muito violento e teve um desfecho muito importante na minha vida. Mas são coisas que a gente tem que passar por elas”, disse.
Afirma que não quer mais saber de motos, porém garante que o modelo Electra Glide Classic de sua Harley-Davidson foi decisivo para evitar que o acidente fosse ainda mais grave. “Ela me salvou a vida. É uma moto grande, pesada, forte. Sempre gostei de moto. Meus dois filhos homens têm Harleys. Um deles mora aqui comigo e o outro em Curitiba. Quando o acidente aconteceu estávamos indo encontrar com ele para irmos juntos a um encontro internacional de motos em Camboriú (SC)”.
Sobre Franca, lembrou a época em que dividia seu tempo entre as duas cidades. “Trabalhava na Santa Casa, tinha um consultório e chegamos a ter um serviço de residência médica, mas depois resolvi ficar em Rio Preto. Era muito difícil manter os dois lugares e sempre tive vontade de me dedicar ao desenvolvimento de pesquisas”.
Maniglia aproveitou para agradecer aos conterrâneos que fizeram orações por ele. “Você não imagina a quantidade de manifestações de recebemos. Foi uma coisa fantástica. Queria agradecer a todo mundo”, disse, emocionado.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.