A ex-instrutora de autoescola Iara Fernandes Peixoto Borges, 33, residente no Jardim Tropical I, voltou ao Plantão Policial na quarta-feira. Ela havia sido presa em flagrante no dia 10 de novembro por colocar fogo em um quarto de motel e internada no dia seguinte no Hospital “Allan Kardec”, horas depois de deixar a cadeia. No final da noite de quarta-feira, depois de ser acusada de quebrar oito vidros das janelas da cozinha e sala da casa da vizinha, a porteira JCG, 44, que disse ser ameaçada com uma faca.
A vítima contou que estava em casa dormindo, quando, por volta das 23 horas de quarta-feira, aproveitando-se do fato de o portão não trancar, Iara entrou no local - terreno com três residências. “Ela começou a gritar, a me agredir com palavras e a quebrar os vidros das janelas”, relatou a porteira. Em entrevista ao GCN Comunicação, JCG disse que o momento foi “terrível” e que a ex-instrutora de autoescola correu atrás dela com uma faca, querendo pegá-la porque é “doida”.
A situação foi controlada com a chegada de uma viatura da PM, após solicitação de populares. “Fomos para o Plantão Policial, mas ninguém resolveu nada e ela foi liberada”, declarou a porteira. De volta à sua casa já na madrugada de ontem, a mulher disse que Iara voltou a lhe ameaçar, mas desta vez não se intimidou. “Dei umas pancadas nela e quando a polícia voltou, levou ela embora”, disse. Nesta segunda “visita” da PM à Rua Mamede Silva, Iara foi conduzida e apresentada no Pronto-socorro “Doutor Janjão” para ser medicada.
“VAMOS PEGÁ-LA”
Vizinhos de Iara Borges relataram que ela passou uma semana internada, retornou para sua casa e não aprontou até quarta-feira. “Antes dela agredir a dona J., esteve em um mercadinho, abriu uma garrafa de cerveja, bebeu e não pagou”, disse um sapateiro que pediu para não ser identificado. Ainda de acordo com ele, a ex-instrutora quase foi linchada em uma lanchonete depois de ameaçar várias pessoas.
Ontem de manhã, outra vizinha de Iara, uma dona de casa de 25 anos, disse que também foi ameaçada de morte com uma faca, mas que não procurou a polícia. “Se ninguém tomar providências, vamos pegá-la e amarrá-la até alguém fazer alguma coisa. Não vamos matar, porque se matar vai complicar nossa vida, mas também não podemos deixar um ‘trem’ deste matar alguém. Temos que nos defender”, sentenciou a porteira. Iara Borges não foi localizada para falar sobre as acusações.
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