O risco de um adolescente de 12 anos ser assassinado em Franca caiu 33% entre 2005 e 2007. Segundo pesquisa feita pelo Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e divulgada na quarta-feira, 8, pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República, 0,54 adolescente morreu a cada grupo de mil jovens de Franca em 2005. Este número caiu para 0,36 em 2007.
As informações fazem parte do Índice de Homicídios na Adolescência (IHA). Ele estima o número de adolescentes, num grupo de mil, que será assassinado antes dos 19 anos. De acordo com a pesquisa, em 2007, Franca possuía 39.185 jovens entre 12 e 18 anos e, em números absolutos, registrou 14 mortes violentas contra este grupo.
Em comparação com a média nacional, o resultado de Franca é positivo. O IHA nacional de 2007 ficou em 2,67, considerando os 266 municípios com mais de 100 mil habitantes. Já comparando com as principais cidades da região, o desempenho de Franca é pior. A cidade é apenas a quinta entre as seis maiores da região. Ribeirão Preto, por exemplo, aparece em quarta com IHA de 0,33. Barretos teve o melhor resultado. A cidade não teve nenhum caso de assassinato de adolescente em 2007. Araraquara aparece em segundo lugar (0,04), São Carlos em terceiro (0,29) e Sertãozinho em sexto (0,59).
PESQUISA
Segundo a pesquisa, valores acima de 1 indicam “risco inaceitável de violência letal contra adolescente”. A estimativa é que 32.912 adolescentes serão assassinados entre 2007 e 2013 no Brasil. O estudo também indica que a probabilidade de um adolescente negro ser assassinado no Brasil é 3,7 vezes maior do que um branco. A arma de fogo é o meio mais comum para os assassinatos. O risco de morte por arma de fogo é 5,97 vezes maior que por outros meios.
A cidade que aparece no topo do ranking no Brasil é Foz do Iguaçu (PR), que registrou IHA de 11,8. A segunda colocada é Cariacica (ES), com 8,2, e a terceira é Olinda (PE), com 8,0.
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