Morreu na noite do dia 5, em sua casa, o empresário João Miguel Sanchez Gonçalves, aos 75 anos. Durante a semana João esteve internado por alguns dias no Hospital Regional, situação que se repetiu por anos e especialmente nos últimos meses, em função do agravamento do Mal de Alzheimer que sofria.
Deixa viúva Eli Borges Sanchez, com quem teve 53 anos de casamento, 4 filhos (José Márcio Borges Sanchez, casado com Patrícia, residentes em Criciúma - SC; João Miguel, e Mário Augusto, casado com Artênia, residentes em Fortaleza - CE) e 8 netos (Márcia, Eliane, José Márcio, Isadora, Leonardo, Carolina, Mário e Gabriela).
Francano, João Miguel esteve sempre presente na vida da cidade. Foi um dos fundadores da Francal Feiras junto a empresários do setor calçadista. Presidiu a empresa e realizou vitoriosas edições da feira. Seu filho, João Miguel Filho, destacou o carinho que a presidência da promotora dedicou a seu pai, mesmo depois dele ter se desligado da sociedade. “Foram carinhosos com ele e com toda a nossa família também nos momentos difíceis de saúde que ele viveu”, disse. Originalmente, João integrou-se ao grupo que deu vida à Francal por dirigir, com Luiz Querino da Silva empresa do setor de componentes e couros – a Elimar, razão social concebida a partir da junção dos nomes de suas mulheres, Eli e Maria. João se orgulhava de sua participação no processo que deu origem à feira de calçados de Franca, a princípio regional, após, nacional e hoje, internacional.
Inicialmente instalada na Rua Ouvidor Freire, quase esquina da Praça Nove de Julho, a Elimar transferiu-se para sede própria, construída na esquina da própria Ouvidor Freire com General Carneiro. Os negócios prosperaram e veio uma filial, na Praça das Bandeiras. Mais alguns anos, filhos agregados aos negócios, a Elimar foi também plantada no Distrito Industrial de Franca.
Ao final dos anos 90, João resolveu retirar-se das atividades profissionais. . Vendeu suas cotas de associado da Francal à promotora e a Querino, sua parte na Elimar. Hoje, os negócios iniciais se mantêm na empresa Luquesi, com direção da família de Luiz Querino da Silva.
João Miguel foi empreendedor, determinado e determinante para que as empresas nas quais atuou alcançassem sucesso. Tinha perfil divertido e partícipe. Estava sempre disposto a integrar-se a causas, por mais duras que fossem. Foi dirigente da Francana, mesmo contra a decisão de parte da sua família. “Sangue quente” de ascendência espanhola, João fez amizades e causou alguma discórdia com a mesma velocidade. Quando os amigos mais chegados ralhavam com ele, dizia “quem me conhece sabe que independente de meu gênio ruim, pode sempre contar comigo. E não precisa nem pedir desculpas...”. Não sabia dizer “não”. Quem o procurava em dificuldades, conhecesse o cidadão ajudava, inclusive financeiramente.
Fundou o Rotary Franca Norte e integrou para valer todas as atividades de serviços e comemorativas que a entidade produziu durante décadas. Foi o motivador e o animador de Noites Espanholas que deixaram saudade. Os churrascos de carneiro, “vinho na bota” e “paellas” se tornaram marcas do festejo. Os resultados financeiros eram destinados a entidades assistenciais.
O corpo de João Miguel foi velado no São Vicente de Paulo. O sepultamento aconteceu na segunda-feira, 6 de dezembro, no Cemitério da Saudade, com serviços da Funerária Tedesco. Centenas de amizades de todas as épocas ampararam a família, na ocasião.
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