Praças: delegado pede ajuda da comunidade para denunciar


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ESTRAGOS  - Criança circula de bicicleta na Praça da Vila Teixeira onde nove bancos tiveram os assentos arrancados por vândalos
ESTRAGOS - Criança circula de bicicleta na Praça da Vila Teixeira onde nove bancos tiveram os assentos arrancados por vândalos

Pedro Luiz Dallaqua, delegado da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes), disse que a equipe investiga tráfico de drogas nas praças. A do Jardim Ângela Rosa foi apontada como um problema grave. Denúncias anônimas podem ser feitas pelo 0800 941 01 61. 

Comércio da Franca- Como tem sido o combate ao tráfico nas praças?
Pedro Dalllaqua -
Nós trabalhamos a partir das denúncias para nosso 0800. Recebemos a denúncia e fazemos a investigação. Nas praças, é um pouco mais demorada porque eles costumam colocar os chamados olheiros que avisam sobre a chegada da polícia. Mas nós temos combatido os traficantes e efetuado a prisão de alguns deles, além de abordar os usuários.

Comércio - Por que as praças são usadas para essa prática?
Pedro -
Justamente por serem amplas e permitirem posições privilegiadas. Normalmente, eles colocam as drogas enterradas no chão e deixam observadores nos quatro cantos da praça para que um deles avisem quando uma viatura se aproxima.

Comércio - O que sugere para inibir esse tipo de ocorrência?
Pedro -
É uma política complexa. No caso das praças, assim que a polícia consegue prender um traficante seria bom que a comunidade adotasse aquela praça, ou seja, passasse a frequentá-la. Precisa também reduzir o consumo, porque sem consumo não tem tráfico. É lei da oferta e da procura e tem que partir do governo, que tem os recursos, ações de combate ao uso. 

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