Construídas em áreas amplas, arborizadas, dotadas de bancos e, em alguns casos, parques de madeira e pistas para caminhada, as praças ocupam quarteirões inteiros com intuito de oferecer lazer à comunidade. Franca possui, segundo a Secretaria de Serviços e Meio Ambiente, 150 praças, mas muitas delas perderam a finalidade para a qual foram criadas e se tornaram motivo de preocupação. Muitos espaços são alvo constante de vândalos, abrigam moradores de rua e são usados como pontos para consumo e tráfico de drogas. A Prefeitura é obrigada a desembolsar em média R$ 45 mil por mês para fazer reparos nessas áreas.
Na Vila Teixeira, próxima à Avenida Doutor Hélio Palermo, a praça é ampla. Possui árvores, a grama está podada, tem pista de concreto para passagem dos pedestres e ciclistas e bancos para os frequentadores. Mas alguns estão sem condições de uso. Pelo menos nove bancos tiveram os assentos arrancados por vândalos. Alguns vizinhos afirmam que os estragos foram feitos por adolescentes que estudam numa escola do bairro e outros que foram por usuários de drogas que frequentam o local. “Há aproximadamente um ano abrimos a loja e, desde então, os bancos são danificados. Muitas vezes, a gente chama atenção dos estudantes e eles usam palavras de baixo calão para nos xingar. Eles se juntam dois, três e forçam os bancos até arrancar. Quase todos os dias quebram os bancos”, disse um comerciante que pediu para não ser identificado e pede policiamento mais ostensivo na praça.
Na praça do Jardim Francano, na Avenida Paulino Pucci, a falta de iluminação é um problema para os vizinhos. Numa das laterais da praça, na Rua Ribeirão Preto, os dois postes não possuem iluminação, estão com a fiação cortada. O espaço também é usado para consumo de entorpecentes. “Já presenciei uma moça jovem fumando maconha. Aqui é bem escuro à noite e também há consumo de drogas. Quando tem muita gente, a gente nem vem porque pode ter alguém usando drogas”, disse a babá Natielli Batista Nascimento.
Outro endereço da região central revela mais um problema gerado nesses espaços públicos. A presença de moradores de rua, em plena Avenida Major Nicácio, é um transtorno vivido há muito tempo na Praça João Mendes. Eles são desrespeitosos. A reportagem flagrou um dos moradores urinando em plena luz do dia. Os mendigos ignoram a presença das pessoas e fazem suas necessidades. O comerciante aposentado Wander Gomes, 61, tenta ser indiferente à presença deles para evitar conflitos. “Não deixa de incomodar porque são agressivos.
Conforme o jeito que você reage, pode ter problemas. A gente tem que fingir que não está vendo”, disse.
Assista a reportagem:
FALTA DE ZELO
A Praça do Jardim Ângela Rosa é dotada de quadra, campo de malha e parque de madeira, mas não é sinônimo apenas de lazer para a vizinhança e frequentadores. A presença de usuários de drogas é um problema enfrentado diariamente. A população não sabe evita falar do assunto por receio de represálias por parte de traficantes. Mas para outra situação sugere mudanças de hábito dos moradores. O lixo do bairro é depositado numa das esquinas da praça, mas os vizinhos colocam em dias diferentes da coleta feita pela Prefeitura e os resíduos acabam espalhados pelo local. “O cheiro ruim invade nossas casas e atrai ratazanas e baratas”, reclamou uma vizinha.
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