DIG estoura laboratório que falsificava defensivo agrícola


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Policiais estouraram ontem uma indústria caseira de falsificação de defensivos agrícolas no Jardim Moema
Policiais estouraram ontem uma indústria caseira de falsificação de defensivos agrícolas no Jardim Moema

Agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) estouraram ontem uma indústria caseira de falsificação de defensivos agrícolas. Duzentos galões com rótulos de marcas variadas prontos para distribuição e um farto material para falsificar o defensivo foram apreendidos. Também foram encontradas centenas de embalagens vazias. Ninguém foi preso.

A quadrilha usava uma casa em construção, no Jardim Moema, como laboratório para a falsificação do veneno. Após receber denúncias de que o imóvel estava servindo de fachada para esconder a grande quantidade de material ilícito usado na fabricação de defensivos agrícolas, os investigadores da DIG passaram a apurar as informações. “Recebemos esta informação há alguns dias. Os investigadores Marcos Euclides e Renata começaram a investigar e conseguimos chegar até esta casa. Algumas campanas foram feitas na tentativa de localizar os envolvidos. Nós já temos os nomes dos suspeitos. Agora a investigação vai prosseguir para indiciarmos os suspeitos”, disse o delegado Márcio Murari.

Ontem com mandado de busca os policiais revolveram “estourar” a fábrica clandestina de defensivos. Por volta das 15 horas, a casa foi cercada e invadida pelos agentes da DIG. Nenhum suspeito foi localizado dentro do imóvel. Os investigadores entraram na residência, encontraram centenas de galões vazios e 200 galões cheios, com diversas marcas de defensivos agrícolas. “Além do produto pronto, localizamos no mesmo imóvel o material para falsificação do defensivo, uma máquina usada para misturar o produto e outro equipamento para falsificar código de barras”, disse Murari.

A embalagem falsificada era bem parecida com a do produto original. “A quadrilha tem um alto grau de profissionalismo com a falsificação de selos e logomarcas, que são capazes de induzir os agricultores a erro e adquirir este produto como se fosse o verdadeiro”, disse o delegado.  

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