O primeiro jogo do Vivo/Franca após a eliminação no hexagonal da Liga Sul-Americana foi marcado pela desconfiança do torcedor. O público presente no Póli não foi o mesmo de outras partidas, mas pode ser considerado bom. 1.287 pessoas assistiram ao jogo - apenas 225 pagantes - vencido pela equipe local por 77 a 60.
A recepção do torcedor na entrada do time em quadra não foi calorosa. Ressabiado, o torcedor decidiu esperar o início do jogo. E o time respondeu em quadra vencendo o primeiro quarto por 19 a 15. A história mudou no segundo período. A torcida foi à loucura com alguns erros da arbitragem e a cobrança foi revertida ao time, que não teve o mesmo rendimento do início. Faltando vinte segundos para o fim do quarto, a irritação aumentou após tentativa dos três do ala Renato. Ele errou o arremesso, mas conseguiu pegar o rebote. No fim, Bauru venceu o Vivo/Franca por 35 a 34 (20 a 15).
Na saída, os atletas francanos receberam sonoras vaias vindas das arquibancadas. O gerente de fábrica, Ivomar Santos de Souza, aos gritos, cobrou o presidente Luís Carlos Teixeira. “Teixeira, cadê o pivô” se referindo às dificuldades francanas em conquistar rebotes no jogo por não ter um pivô 5.
Hilda Couto da Silva, sócia-torcedora nº 1 do Franca Basquete, concordou com as cobranças do prefeito Sidnei Rocha (PSDB). “O time precisa de um puxão de orelha para se acertar. Acompanho o basquete há 36 anos e acredito no time”, disse a senhora de 68 anos.
As reclamações deram resultados. No terceiro quarto, o time voltou aceso e passou a contar com o apoio da torcida. O Vivo/Franca reverteu o placar e venceu o quarto por 25 a 12 (59 a 47). No último período, Franca aumentou a vantagem e não teve trabalho para derrotar Bauru no primeiro jogo do playoff por 77 a 60. O time saiu de quadra ovacionado.
“A gente está em Franca uma cidade que respira basquete. Temos que ser cobrados, pois é nesse momento que aparecem os grandes nomes. Amanhã é outro jogo e contamos com o apoio do nosso torcedor”, disse o pivô WÍlliam Drudi.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.