Advogado de Padre Dé diz não estar supreso com o pedido da CPI


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RELATÓRO FINAL - Imagem de arquivo mostra o padre Dé durante entrevista coletiva em abril deste ano. Religioso nega acusações e tem harbeas corpus que o dá direito de silêncio
RELATÓRO FINAL - Imagem de arquivo mostra o padre Dé durante entrevista coletiva em abril deste ano. Religioso nega acusações e tem harbeas corpus que o dá direito de silêncio

O advogado de defesa do padre José Afonso Dé, José Chiachiri Filho, disse ontem à reportagem do GCN Comunicação, que o pedido de indiciamento do padre Dé com o fim dos trabalhos da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia não é surpresa, já que se trata “de uma obrigação de ofício”.

Chiachiri disse ainda que o indiciamento não ocorrerá, pois o padre não pode responde a dois processos pelo mesmo crime. “O padre Dé já está sendo julgado, portanto, não pode ser indiciado pelo crime que já responde, mesmo sendo em instâncias diferentes”.

Segundo o advogado, caso o padre seja chamado para uma oitiva em Brasília, ele estará amparado por um harbeas corpus que garante o direito ao silêncio, o sigilo de justiça e a garantia de não ser preso. “Até agora não recebemos nenhuma intimação. O padre não foi comunicado”. Ele também acredita que não haverá tempo suficiente para a realização do depoimento à comissão. A data de encerramentos dos trabalhos, presididos pelo senador Magno Malta, termina no dia 22 de dezembro.

Padre José Afonso Dé responde a processo na Justiça desde maio. Por enquanto, o julgamento corre dentro de um prazo normal, segundo o advogado, já que testemunhas do caso continuam sendo ouvidas por precatória (depoimentos tomados por carta em outras Comarcas). 

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