MP pedirá explicação sobre fim de escolas para Diretoria de Ensino


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FÓRUM DE DISCUSSÃO - O promotor da Infância e Juventude, Augusto Soares de Arruda Neto, fala aos pais, professores e diretores presentes em encontro na OAB ontem de manhã
FÓRUM DE DISCUSSÃO - O promotor da Infância e Juventude, Augusto Soares de Arruda Neto, fala aos pais, professores e diretores presentes em encontro na OAB ontem de manhã

O promotor de Justiça da Infância e Juventude de Franca, Augusto Soares de Arruda Neto, disse ontem que solicitará da Diretoria Regional de Ensino uma explicação oficial sobre o anúncio de fechamento de setes escolas estaduais na cidade até 2013. A decisão de fazer o pedido foi anunciada em reunião com pais, professores e representantes políticos na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). No encontro, organizado pela OAB, o presidente da ordem na cidade, José Nelson Aureliano Menezes Salermo, prometeu enviar um ofício ao governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), comunicando sobre a revolta provocada com a medida.

Convidado para o evento, o promotor explicou aos pais que o Ministério Público pouco pode fazer para mudar a decisão do governo estadual. Disse que ,como se trata de um assunto político administrativo, não cabe interferência da promotoria. “O Ministério Público precisa zelar para que a criança e o adolescente não fique sem aula, mas não importa a escola. O administrador tem que olhar o macro e garantir o bom sistema, o bem comum, a melhor qualidade no menor custo e isso acaba mexendo com interesses”.

Segundo o promotor, é importante que haja um esclarecimento sobre o porquê da decisão a fim de acalmar os ânimos. “Os administradores precisam mostrar que são decisões baseadas em dados objetivos, quantitativos e não em problemas pessoais como alguns querem dizer que existem”.

Para isso, ele vai enviar um ofício pedindo à Diretoria de Regional de Ensino que informe se realmente haverá o fechamento das unidades, como ele será feito, quando e por que motivos. “Vou encaminhar o documento, mas não posso obrigar a Diretoria a respondê-lo”.

Presidente da OAB, Salermo disse que cobrará a publicação do esclarecimento e orientou os pais de alunos a buscarem mais apoio. “Podemos exigir que os esclarecimentos sejam ofertados, mas a OAB não tem poder de decisão, de justiça”.

Realizado na manhã de ontem, o encontro, que também contou com a presença do deputado estadual Roberto Engler (PSDB), foi classificado como o primeiro fórum de discussão sobre o fechamento das escolas. Durante quase duas horas, o grupo de 25 pessoas, entre pais, professores e diretores das escolas ameaçadas de serem fechadas, disse estar sem respostas e que não concorda com a justificativa dada para o encerramento das atividades: a falta de demanda. “Há demanda sim, temos uma lista de espera de pais interessados em ter seus filhos estudando no Caetano”, disse a diretora da Escola Estadual “Caetano Petráglia”, Maria Aparecida Alves Pereira.

No fim de outubro, a escola, uma das mais tradicionais da cidade, deixou de receber matrículas para o 2º ano do ensino fundamental. O motivo, alegado pelo governo estadual, seria a falta de alunos em idade escolar para o ciclo I do ensino fundamental naquela região da cidade e a queda da natalidade. Além da escola Caetano, também foram ameaçadas de fechamento as escolas “Adalgisa José Gualtieri”, “Carmem Nogueira Nicácio”, “Coronel Francisco Martins”, “Iolanda Ribeiro Novais”, “Josephina Zinni Almada” e “Lina Picchioni Rocha”.

Procurada na tarde de ontem, a dirigente regional de Ensino, Ivani Marchesi, não foi encontrada na Diretoria de Ensino. Ela também não atendeu as ligações feitas para seu celular. 

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