'Não quero sair daqui', diz cabeleireira que provou a água


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LEMBRANÇA Imagem do monumento original, de 1957, inaugurado pelo prefeito da época, Onofre Gosuen. A serpente que jorrava água e a careta foram feitas de ferro fundido. A placa com o poema era de bronze e sumiu
LEMBRANÇA Imagem do monumento original, de 1957, inaugurado pelo prefeito da época, Onofre Gosuen. A serpente que jorrava água e a careta foram feitas de ferro fundido. A placa com o poema era de bronze e sumiu

O comerciante Sérgio Magalhães, 39, nasceu no sertão da Bahia. Há vinte anos foi atraído para Franca de onde ouvia dizer sobre a farta oferta de emprego nas indústrias de calçados. Chegou carregando uma pequena mochila e se instalou na casa de um irmão que já havia se mudado para a cidade. Nos primeiros anos, ouvia muito dizer sobre a água da careta, mas não entendia bem o que aquilo significava. Depois, quando um francano lhe contou a história, a sua resposta foi única. “Não bebi da água, mas daqui não saio mesmo. Essa lenda tem razão de ser. Franca é uma cidade onde não se tem vontade de deixar. Mesmo não bebendo da água”. Em vinte anos, Sérgio constituiu família e consolidou seu emprego na cidade.

Ana Carmem, 28, cabeleireira, disse que mudou-se para Franca em 1999. Veio de Campinas. Disse que sempre ouvia dizer sobre a fonte, mas visitou o local e nada existia ali. Em 2001, quando Gilmar Dominici reinaugurou a “Água da Careta”, ela voltou ao local. “Eu fiz questão de beber da água. Não quero sair daqui.” 

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