A professora aposentada Marina Minervino Mussi, 73, é uma das filhas de José Francisco Minervino, sócio-proprietário da marmoraria, que faleceu há dez anos. Ele foi casado com Maria de Lourdes Seixas Minervino e teve mais duas filhas: Mara, 69, e Marice, 59. Marina fala sempre emocionada do pai. Guarda de lembrança um lápis com propaganda da empresa; uma coroa e uma coluna com um vaso esculpidos em mármore de Carrara por ele, além de um desenho da época em que o pai estudou na Escola de Belas Artes de São Paulo.
Comércio da Franca - Do que a senhora se lembra da marmoraria?
Marina Minervino - Era uma empresa muito diferenciada na época porque eles faziam ladrilhos e os túmulos. A gente que era criança ia brincar lá na fábrica, tinha muita pedra de mármore que eles compravam em São Paulo e a gente ficava encantada com aquilo. Era uma empresa pequena que foi crescendo. A empresa era na Rua do Comércio, onde hoje é a loja Reino das Crianças e atravessava o quarteirão até onde é o prédio da CTBC hoje.
Comércio - Como se sente ao ver os túmulos que seu pai e tios fizeram, o altar do Mosteiro de Claraval e outras esculturas?
Marina - (Chorando) Fico emocionada e tenho muito orgulho. Sem dúvida eles deixaram uma contribuição muito grande para Franca e outras cidades. A sociedade da empresa foi muito bem sucedida e a marmoraria terminou porque o tio Guerino, o mais velho, morreu, depois morreu o tio João e ficaram o papai e o tio Humberto e eles já estavam cansados.
Comércio - O que seu pai falava de Franca?
Marina - Ele nasceu em São Paulo e veio novo para Franca, depois que terminou o curso na Escola de Belas Artes e adorava aqui. Franca era a terra dele. Não sei por que vieram para Franca, mas ele adorava a cidade. A família Minervino era muito conhecida. Lembro muito do papai ir para Passos, Uberaba e Uberlândia assentar túmulos e mesmo pisos de mármore.
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