Violência ainda vence


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Esta semana foi uma mostra de como o crime e a violência só ganham espaço. Em Franca, o assassinato do comerciante Fernando Pereira, 37 - executado na segunda-feira com três tiros na frente da mulher, durante um assalto à sua padaria no Jardim Vera Cruz I -, deixou não apenas comerciantes, mas também toda a população preocupada com a própria segurança. O latrocínio (roubo seguido de assassinato) aconteceu num estabelecimento que funciona como posto de recebimento de contas de luz. Nos últimos 16 dias, a polícia de Franca registrou quatro assaltos a comerciantes que prestam serviços de correspondentes bancários - R$ 61 mil foram roubados. A violência dos assaltos faz os comerciantes temerem as ações dos bandidos e muitos já falam em deixar de prestar este tipo de serviço. Tipo de realidade lamentável e que expõe a situação difícil de ser revertida: quem folheia as páginas do Comércio neste ano verifica que as ações do crime crescem e levam uma grande insegurança a toda a população da cidade.

A situação que vemos crescer em Franca já está fora de controle em outros lugares, como no Rio de Janeiro, por exemplo. A população do Rio se vê às voltas com tiroteios diários entre policiais e traficantes, balas perdidas e vandalismo contra carros e ônibus. Os arrastões e incêndios começaram no último domingo, deixando a Polícia Militar de prontidão. Desde aquele dia, 33 veículos (entre ônibus, carros e caminhões) já foram incendiados e, durante as operações da Polícia Militar nos morros cariocas, 13 suspeitos foram mortos e outros 25 acabaram detidos. Ao todo, mais de 150 pessoas foram presas. Por determinação do Comando Geral, os PMs de folga foram chamados a seus batalhões e estão reforçando as ações em diversos pontos daquela cidade. Embora a cúpula da polícia fluminense tente transmitir tranquilidade, afirmando que as ações são ‘passageiras’, o que se vê na verdade é que o crime organizado, comandado de dentro dos presídios em todo o País, mostra uma capacidade de mobilização bem maior que a da própria polícia.

O que apavora é que, nos casos menos ou mais graves, a violência está se tornando vencedora, penalizando cidadãos trabalhadores e inocentes. A questão, nos dois casos citados - e nos demais que a população brasileira vive diariamente -, deveria passar por uma nova postura dos órgãos de segurança, que estão perdendo de goleada ao não conseguir promover a proteção aos cidadãos. Ao contrário do que se pensa, construir presídios não é a solução. Assim fosse, o índice de criminalidade estaria caindo na maioria do País e a realidade é justamente diversa: presídios são construídos, acabam lotados e a massa criminosa só aumenta em todos os pontos do País. Além de um melhor aparelhamento das corporações policiais (a solução passa também pela melhoria salarial dos agentes de segurança), o Código Penal Brasileiro também necessita de um aprimoramento para eliminar brechas que beneficiem o criminoso. Se nada for feito com urgência, estamos condenados a viver em zonas de guerra e com os criminosos tornando-se mais fortes e ousados.

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