Sabe aquele escritor estrangeiro que você adora? Aquele filme que se não fosse a legenda você não entenderia nada? E os cantores que não falam nada de português e que precisam se comunicar com o apresentador do programa de TV? Sem esquecer dos empresários que precisam fechar negócio com alguém de outro país, mas não falam o idioma? Em todas estas situações entra em cena o tradutor e intérprete - o profissional que se prepara durante anos para aprender técnicas para conseguir fazer tradução simultânea de outras línguas para o português e vice-versa. E também se torna um expert na tradução de textos.
O mercado de trabalho é amplo e a profissão está em expansão. É o que diz a coordenadora do curso ministrado pela Unifran, Lúcia Nassin, cujo idioma é o inglês. “Empresas de calçados de Franca procuram nossos alunos para ajudar na tradução de documentos e também para acompanhar os empresários em viagens como, por exemplo, a Francal”.
A professora Richele Cristina de Andrade, 25, começou a estudar línguas aos dez anos de idade até ingressar na faculdade. “Sempre tive facilidade e paixão por essa área. No curso de tradutor e intérprete poderia juntar o útil ao agradável, já que faria uma coisa que gostava”, disse ela que estudou na Unifran e se formou em 2005. Atualmente trabalha como professora de francês e como intérprete em inglês e francês. Também ajudou na formação de Richele o fato de ela ter passado um tempo fora do Brasil. “Já morei na França e no Canadá. Realizei traduções de livros, trabalhos de conclusão de curso e diversos textos. E como intérprete trabalhei na Couromoda”.
Saber falar inglês conta pontos para o estudante ao ingressar na faculdade. “Durante o curso, o aluno aprenderá também a cultura de outros países e o idioma. O ideal é que ele já tenha alguma base do inglês para não sentir dificuldade para acompanhar as aulas e os colegas”, disse a professora Lúcia Parpinelli que completou: “A profissão de tradutor e intérprete é adequada para quem gosta de trabalhar sozinho e em lugares mais tranquilos, mas também para aquelas pessoas que gostam de viajar e são mais expansivas”.
Os amigos Júlio César de Oliveira, Paulo Roberto Mathias, Adriana Dias e Ivan Omiles estão no segundo ano da faculdade e têm certeza que estão no caminho certo. “Comecei fazendo traduções de mangás (quadrinho) na internet e comecei a gostar. Cheguei a começar a cursar psicologia, mas não era o que eu buscava”, disse Paulo. Já Júlio César acredita que não terá dificuldades em ingressar no mercado de trabalho depois que concluir o curso. “Têm muitas fábricas em Franca e cidades da região que estão sempre negociando com empresários de outros países”.
Adriana adorava ouvir tradução de músicas pelas rádios e então escolheu o curso. “Tinha fascínio pela tradução das músicas e ficava tentando traduzir também”, disse Adriana que cursa inglês para ajudar no curso. A estudante, que é de Orlândia, sonha em arrumar emprego na própria cidade. Quanto ao salário, o estudante Ivan disse que a profissão segue uma tabela, mas que os concursos são bem mais atraentes com salários bem mais altos.
Já no mercado, Richele dá dicas para quem sonha em estudar para esta área. “Esta é uma profissão muito boa para quem têm vontade de sair do país e também facilidade com idiomas. Outra dica é a leitura, que é uma ferramenta importantíssima. A pessoa deve estar sempre atualizada com as mudanças que acontecem com o idioma. A cada dia surgem novas expressões e vocabulários, por isso, não basta apenas ter feito um curso de línguas e achar que com isso pode se dar bem na faculdade, tem que gostar realmente”.
CENTRO DE TRADUÇÕES
Na Unifran funciona o Centro de Traduções que oferece serviços de traduções nos idiomas inglês, espanhol e português nas áreas técnica, científica, acadêmica, literária e comercial. No local, os alunos fazem estágio e são procurados principalmente por empresários. A partir do próximo ano, o curso, que tem hoje três anos, passará a ter quatro anos. O valor da mensalidade é a partir de R$ 500.
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