O corpo de uma pessoa do sexo masculino em avançado estado de decomposição foi localizado às margens do Córrego dos Bagres, em Restinga, por volta das 16h30 de ontem. O encontro do cadáver ocorreu no trecho do córrego que passa pela Fazenda Santo Antônio do Monte Belo. Isaias Justino, 41, vereador em Restinga e administrador da fazenda, foi quem se deparou com o morto e avisou a polícia.
Justino, em entrevista ao GCN Comunicação, explicou que habitualmente realiza a inspeção de cercas no entorno do córrego, para evitar que os bovinos se aproximem do local. “A gente vem ver se não há buracos nas cercas, porque quando dá enchente, costuma rodar vaca e bezerro”, disse o político e administrador da propriedade rural.
Em uma curva do córrego que se transforma em um verdadeiro rio quando o volume de chuva é grande, o vereador avistou urubus e sentiu um cheiro forte. Ele imaginou que poderia ser um dos animais da fazenda, foi averiguar e se deparou com o cadáver. “A sensação é horrível. A gente se assusta na hora que vê o corpo de um ser humano desta maneira”.
Além de policiais de Restinga, estiveram na fazenda peritos do IC (Instituto de Criminalística) e do Setor de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca. Paulo Rodrigues, investigador da DIG, disse que é impossível precisar a causa da morte em razão da decomposição. “Não sabemos como o corpo veio parar aqui. Se morreu por afogamento ou foi assassinado, só é possível saber após a emissão do laudo do IML (Instituto Médico Legal)”, afirmou Rodrigues. O corpo estava sem vestes.
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