Número de jovens da classe C e D no comando do tráfico aumenta


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NO COMANDO - Delegado adjunto da Dise, Pedro Luís Dalaqua: ‘O crime se aprimora a cada dia e o uso da tecnologia nos permite estar à frente dele’
NO COMANDO - Delegado adjunto da Dise, Pedro Luís Dalaqua: ‘O crime se aprimora a cada dia e o uso da tecnologia nos permite estar à frente dele’

O alto investimento em tecnologia para combater o tráfico de drogas tem um motivo: o número cada vez maior de jovens envolvidos com este tipo de crime. “A maioria dos traficantes que atua hoje em Franca é formada por jovens de classes C e D, cujo único objetivo é conseguir dinheiro para comprar bens materiais, principalmente equipamentos de informática de última geração, algo que eles não conseguiriam trabalhando em indústrias”, disse o delegado Pedro Luís Dalaqua.

A presença tecnológica no mundo das drogas começa nos locais de origem, com o monitoramente eletrônico das plantações em países como o Paraguai (de onde vem a maconha), Colômbia e Bolívia (que distribuem a cocaína e a pasta de cocaína para a confecção do crack). A rede mundial de computadores se apresenta como “ferramenta” na compra e venda das drogas nos países vizinhos. A tecnologia também está presente no transporte do entorpecente, com o uso do GPS (Global Positioning System).

Segundo a polícia, na chegada aos locais de distribuição, como as cidades de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, que garantem o abastecimento das “bocas de fumo” em Franca, entram em ação os telefones celulares. “É muita gente envolvi-da e sem investimento na área tecnológica, não conseguiría-mos acompanhar a evolução do tráfico e não teríamos como combatê-lo com eficiência”, disse Dalaqua.

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