A Adefi (Associação dos Deficientes Físicos de Franca) vai contar o número de pessoas com deficiências físicas e com mobilidade reduzida de Franca. Será uma espécie de censo que colherá dados do paciente sobre a doença e sua vida profissional. A iniciativa, que deve ser começar nos próximos dias, tem como meta não só elaborar uma estatística desta população, mas aproximá-la do mercado de trabalho e melhorar o atendimento prestado pelo associação.
De acordo com o presidente da Adefi, José Carlos Gomes, a ideia é estimular os deficientes a entrarem em contato com a associação por telefone ou pessoalmente. Os que tiverem interesse em trabalhar devem levar ou enviar seus currículos. A partir daí, a Adefi quer intermediar a contratação dessas pessoas. “Conversei com muitos empresários da cidade que por lei são obrigados a contratar pessoas com mobilidade reduzida, mas eles reclamam que a procura por estas vagas é pequena, quase inexistente. Por isso vamos cadastrar estas pessoas e fazer esta mediação entre elas e as empresas”, disse José Carlos.
O levantamento também deverá fortalecer a representatividade da entidade junto ao Poder Público. Atualmente, 50 pessoas são cadastradas e participam das reuniões da associação. “É um número pequeno. Precisamos reunir forças para buscar recursos para nossas políticas de inclusão”, disse.
Os portadores de deficiência física que queiram se antecipar ao chamado da Adefi podem entrar em contato com a entidade na sua sede, que fica na Avenida Champagnat,1750, no Centro.
RECURSOS
Atualmente, o caixa da Adefi é abastecido com recursos obtidos com vendas de produtos durante eventos como a Feira da Fraternidade e com a exploração do estacionamento da Expoagro. Durante a feira agropecuária, que acontece em maio, a Associação das Entidades Assistenciais de Franca faz a gestão do estacionamento e, posteriormente, faz o rateio dos valores obtidos com as entidades filiadas. Os recursos são utilizados no custeio e na manutenção da oficina de cadeiras de rodas e banho da Adefi.
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