Alicerces


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Por Luiz Cruz de Oliveira,

Professor, escritor, membro da Academia Francana de Letras

Este mês Franca completará 186 anos de vida. Haverá comemorações várias, e já uma semana antes do natalício, os canais de TV exibirão lembretes, tomadas aéreas da cidade mostrando a sua extensão, os bairros distantes. Os prédios de tantos andares empilhados acenderão o orgulho do povo. E esse orgulho crescerá à medida que os jornais locais relembrarem nossa história calçadista.

O orgulho crescerá mais ainda quando jornais e rádios relembrarem Pedro Murilo Fuentes e seus discípulos e enaltecerem nosso título de Capital do Basquete.

Serão encenadas peças teatrais, conjuntos musicais se apresentarão diante da comunidade. Muitas atividades serão dirigidas especificamente às crianças, e outras, especificamente às mulheres, ou aos idosos.

Haverá palestras e haverá discursos.

Todo ano é assim.

Todo ano me irmano aos homens de boa vontade nas suas manifestações de carinho a Franca.

Mas, este ano, excepcionalmente, quero utilizar este espaço para levar os leitores deste caderno a uma reflexão sobre a dimensão alcançada pela cultura francana em todos os seus aspectos, sobretudo no literário, no musical e no pictórico.

Entendo que isso aconteceu graças a alguns baluartes, graças a uma plêiade de professores que, por anos, moldaram almas e sensibilidades , transformando, com sensibilidade e com alma, crianças em homens e em artistas.

Por isso, relembro aqui alguns nomes merecedores de homenagem na data festiva, retirando do limbo da memória algumas imagens.

Estudei no Barão da Franca e no Torquato Caleiro. Assim, no menino ficaram Hélio Palermo, Carlos Facioli, Dionísio Facioli, Nair Rocha, Maria Peixoto, Antônio Peixoto...

No adulto perambulam lembranças de Alfredo Palermo, Valeriano Gomes do Nascimento, Assuero Quadri, Nicanor Xavier da Cunha, Tereza Balduíno Ortiz, Alberto Cabral Botelho, João Alves Pereira Penha, Pedro Nunes Rocha, Dona Branca, Maria Inês Freitas Vilhena, Alberto Blucher, Zoé de Almeida Gomes, Letice Melo Nascimento, Maria Deolina Diniz Peixe, Mário Latorraca, Paulo Prado Garcia, Roberto Engler Carvalho Pinto, Carlinda Ribeiro Nicário, Nicolau Delmonte, Nadia Luiz Vicentini, Maria Amélia R.B. Rezende, Antônio Sebastião Barbosa, Mauro Silveira, Chafik Felipe, Maria Geralda Machado Silva, Maria Aparecida Colombaretti, Rosa Manuel Camargo, Raul Alves Ferreira, , Paulo Elymos Ferreira, Luis Maartins Rodrigues Filho, Irene Motta Caleiro, Antonieta Barini, Elza Marques, Sudário Ferreira, Luiz Antônio Hungria Cecci, Helena Cury de Taca, Wanda Valério Faria, Lúcia Gissi Ceraso, Maria de Lourdes A. de Lima, Roberto Scarabucci, Eduardo de Paula, Olívia Correa Costa, Thereza Spessoto Figueiredo, Alzira Delfino Machado,
Jabra José, Cícero de Castro Filho...

Na pena e no texto do escritor ficaram indeléveis Lineu Vasconcelos Lemos, Sebastião Expedito Inácio e Carlos Assumpção, professores geniais e parceiros de veredas tantas.

Eu gostaria que todos esses mestres fossem condignamente reverenciados na festa de aniversário de Franca. Sei, contudo, que isso dificilmente ocorrerá. Por isso, exorto os leitores deste caderno a, no dia 28 de novembro, elevar seu pensamento, por um instante, em gesto de gratidão àquelas generosas criaturas.

Fazendo isso, estarão, por certo, parabenizando nossa cidade.

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