O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados do Município, presidido por Fábio Cândido, está preparando a pauta de reivindicações da categoria para 2011. A pretensão do novo sindicato é pedir o aumento real para todas as faixas de salários de acordo com base na inflação e perdas salariais dos últimos anos. Somados esses índices, a proposta deve chegar à casa dos 15%. Já em relação ao piso - que hoje é de R$ 610 - a ideia é aproximá-lo dos maiores praticados na cidade, como o setor da borracha, por exemplo, que paga R$ 811.
O documento com as reivindicações será entregue ao SindiFranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) no dia 30 de novembro, mas, antes disso, os sapateiros precisam aprovar os índices em assembleia. Como esta será a primeira discussão de Fábio Cândido com a categoria, já que antes quem negociava era o sindicato da Rua Padre Anchieta, o sindicalista terá de improvisar um local para reunir os sapateiros. A atual sede da entidade, na Rua General Carneiro, não comporta grande número de pessoas. “Penso em pedir emprestado o galpão de algum sindicato”, disse.
A convocação dos trabalhadores deverá ocorrer na próxima semana. A intenção de Fábio é fechar um acordo com o SindiFranca até a data-base, que é 1º de fevereiro. “Nos últimos anos, os acordos têm sido fechados quase no meio do ano. Queremos evitar isso”.
José Carlos Brigagão do Couto, presidente do sindicato patronal, não quis comentar os índices propostos, mas disse que assim que receber a pauta começará a avaliá-la. “Quanto antes recebermos, mais tempo teremos para analisar e negociar até a data-base”, disse. Ainda de acordo com Brigagão, o sindicato de Fábio é o único com quem ele pode iniciar as negociações.
No Ministério do Trabalho, Fábio já é reconhecido como representante da categoria. “O registro dele está valendo. E é ele que, para nós, fala em nome da categoria”, disse Jamil José Leonardi, gerente regional da Delegacia do Trabalho em Franca.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.