Tenho ouvido muito sobre a suposta intenção do Estado ou município de transferir parte do ensino fundamental a Franca. O que ninguém conseguiu até agora explicar é como a prefeitura – que bem sabemos, arrecada mal em relação a outras localidades do mesmo porte ou menores –, vai fazer para pagar os professores que terá que absorver ou contratar, já que pesa sobre o empregador a responsabilidade de limitar seus gastos com funcionalismo em 51% (tolerados 54%) sob pena de infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal e de Diretrizes Orçamentárias. Algum repórter pode fazer o obséquio de perguntar isto ao Ananias? Se bem conheço os trâmites da legislação essa municipalização tão (temida) pelo magistério não ocorrerá nunca, a não ser que alguém descubra petróleo no quintal de casa e pague royalties à Prefeitura. (Leia texto do colunista Luiz Neto, disponível em http://www.gcn. net.br/jornal/index.php?codigo= 112248).
Luís Alexandre Machado
Franca - SP
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