Enquanto o número de postos de trabalho gerados em Franca entre 2005 e 2009, ficou próximo das cinco mil vagas, em 2010, este número é três vezes maior. Até setembro, segundo o Caged (Cadastro Gerado de Empregados e Desempregados), a cidade registrou 16.177 novas vagas de trabalho com carteira assinada. Deste total, 12.858 vagas, o equivalente a 79% foram geradas pela indústria de transformação, em especial a indústria calçadista responsável por 11.452 empregos criados. Somente em março, foram 2.488 novos postos.
Para o professor do Departamento de Economia do Uni-Facef, Hélio Braga Filho, este comportamento está relacionado à expansão da indústria calçadista, que focou sua produção no mercado interno. “Com a crise, a retração de crédito e o endividamento provocaram uma redução no consumo de bens duráveis e aumento dos gastos com produtos de menor valor. Isto explica de alguma forma o excepcional desempenho da indústria calçadista francana”.
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