O número de empregos formais e o rendimento médio mensal do trabalhador em Franca está maior. Nos últimos cinco anos, mesmo com a crise financeira entre 2008/2009, o mercado de trabalho local ganhou quase cinco mil novos postos de trabalho com carteira assinada e a renda nominal mensal subiu 32%. De R$ 808,97 em 2005 para R$ 1067,90 no ano passado. Com este avanço, a massa de rendimento médio (correspondente a soma de todos os salários) saltou de R$ 54,4 milhões para R$ 77,2 milhões. Um crescimento de 41,94%. O levantamento é do Departamento de Economia do Uni-Facef com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Pelo estudo, o setor com melhores salários na cidade é o de serviços. No ano passado, a média de rendimentos mensais chegou a R$ 1.318,94 ante os R$ 1.105,73 pagos em 2005. A explicação está na exigência de maior qualificação para os cargos oferecidos. Fazem parte do setor de serviços, estabelecimentos como consultórios médicos, hospitais, escolas, universidades, laboratórios e academias.
Na sequência, aparece o setor comercial onde o ganho médio mensal teve o maior crescimento do período, 40,4% (de R$ 692,21 para R$ 972,40). “Esta melhora no rendimento mostra uma recuperação do nível de emprego e até uma aparente escassez de mão de obra. Houve o surgimento de novas empresas e a expansão do consumo doméstico”, disse o professor do departamento de economia, Hélio Braga Filho.
A indústria, em razão do baixo valor agregado à sua produção e por absolver trabalhadores sem grande exigência de escolaridade, é ainda a que oferece um dos menores salários, em média, R$ 918,19.
GERAÇÃO DE EMPREGO
No período de 2005 a 2009, apesar da crise econômica que afetou o País até meados do ano passado e provocou o fechamento de mais de dez mil postos de trabalho, a cidade manteve alta na geração de empregos. Os maiores ganhos aconteceram nos setores comercial e de serviços. “A facilidade do crédito e a expansão dos investimentos favoreceram os setores comercial e de serviços. Por outro lado, a indústria foi prejudicada pelo câmbio”, disse o professor Hélio Braga Filho.
Para o especialista, mesmo com os altos e baixos na criação de vagas na cidade nos últimos cinco anos, o número de trabalhos com carteira assinada teve crescimento de 7,4%. Passou dos 67.341 trabalhadores em 2005 para 72.326 no ano passado.
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