Maioria dos devedores em Franca tem entre 18 e 35 anos de idade


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NO VERMELHO - O sapateiro Márcio cancelou o cartão de crédito para poder conseguir tirar o nome da lista do SCPC. Inclusão aconteceu há um ano e acumula quase R$ 300
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Os líderes em inadimplência em Franca têm entre 18 e 35 anos. A constatação é da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) que, com base em dados do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), descobriu que o público nesta faixa etária representa a maioria entre os devedores. Do montante de 70.194 nomes na lista negra do órgão, 56,9% (39.983) faz parte desta faixa etária. O levantamento dividiu os devedores em 14 faixas de idade com intervalos de cinco anos cada, a partir dos 18 até os 101 anos.

Neste universo até os 35 anos, a faixa etária de 24 a 29 anos é a com maior número de inadimplentes. O motivo, segundo os especialistas, é o consumo desenfreado, impulsionado principalmente pela propaganda na televisão.

Para o professor de economia e consultor da Acif, Vicente Golfeto, os jovens estão mais suscetíveis a não cumprirem com as obrigações financeiras por conta da “inexperiência”. A vaidade e a atração por aparelhos eletrônicos também são fatores que, segundo o especialista, favorecem o endividamento. “O jovem quer ter o melhor celular, o computador mais moderno, aparelho de som e estar sempre na moda. Por isso acabam sendo presas fáceis das dívidas”.

Até entre os mais novos (entre 18 e 23 anos), o número de inadimplentes supera o do grupo dos 36 aos 41 anos pelo fato de gastarem acima da capacidade de compra. “É um consumo de ilusão. Trata-se mais de falta de juízo, do que falta de dinheiro”, disse Golfeto. Ele também acredita que os jovens do sexo masculino são os mais “descontrolados” em razão de terem salários maiores e entrarem primeiro no mercado de trabalho.

O estudo não revela o valor acumulado de dívidas entre os francanos, mas aponta um total de 140 mil contas no vermelho registradas nos últimos cinco anos. É como se todos os francanos com nome no SPCP tivessem, em média, duas dívidas em atraso. “A maioria é por cheque, promissória ou cartões de crédito, oferecidos com facilidade pelas operadoras”, afirmou Golfeto.

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