Comerciante é jogado em córrego por sequestradores


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BUSCANDO PISTAS - Investigadores Kleber Giora e Hebert Carboni, da DIG, analisam barranco às margens do Córrego dos Bagres, onde comerciante foi jogado amarrado e amordaçado. Vítima ficou mais de cinco horas no local
BUSCANDO PISTAS - Investigadores Kleber Giora e Hebert Carboni, da DIG, analisam barranco às margens do Córrego dos Bagres, onde comerciante foi jogado amarrado e amordaçado. Vítima ficou mais de cinco horas no local

Uma violenta ação criminosa foi registrada na noite de terça-feira, contra um comerciante de 31 anos, morador no Jardim Vera Cruz. Ele foi vítima de sequestro relâmpago. Uma quadrilha de assaltantes o levou para uma estrada de terra às margens da Rodovia Cândido Portinari, sentido Franca a Batatais. O comerciante teve os pés e as mãos amarradas com fita adesiva, além de ter sido amordaçado. Os assaltantes jogaram a vítima numa ribanceira do Córrego dos Bagres, onde ficou por mais de cinco horas. Com ferimentos por todo o corpo, o homem conseguiu se soltar das amarras e procurar ajuda em um posto de combustíveis perto da base da Polícia Militar Rodoviária.

Foram quase 10 horas de terror contando a partir do momento em que o comerciante foi rendido pelos assaltantes até ele conseguir ajuda após sair do meio do mato. RAS, 31, é dono de uma loja de celulares que também tem um posto bancário para pagamentos de contas na região oeste de Franca. Segundo o comerciante contou para a polícia, por volta das 11 horas de terça-feira, ele seguia em sua Blazer para o Centro, onde iria depositar o dinheiro coletado em seu estabelecimento. Ao passar pela Avenida Rio Branco, perto da indústria de borrachas Amazonas, ele teve a frente do veículo interceptada por um Gol vermelho ocupado por dois homens. Ainda segundo a vítima, outros dois criminosos chegaram em uma moto. “Ele nos disse que dois dos assaltantes, um do carro e outro da moto, desceram e apontaram armas para sua cabeça mandando ele passar para o banco de trás e tomaram a direção do veículo”, disse o investigador Kleber Giora, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais).

O comerciante foi levado como refém dentro de seu próprio veículo. Dentro do carro estava o malote com R$ 12 mil, dinheiro que seria depositado em um banco do Centro. Segundo a vítima, a dupla o obrigou a ficar deitado no banco da Blazer e ainda transitou com o veículo por alguns lugares da cidade e depois pegou a Rodovia Cândido Portinari, sentido a Batatais.

Dois quilômetros após a Base da Polícia Rodoviária, os assaltantes entraram numa estrada de terra de acesso ao clube de aeromodelismo. O comerciante contou que teve as pernas e as mãos amarradas com fita adesiva e também foi amordaçado com o mesmo material.

RAS narrou que ao chegar às margens do Córrego dos Bagres, a dupla o arrastou e o jogou ribanceira abaixo, ficando com parte das pernas submersas. “Ele disse que um dos marginais comentou com o outro que era para matá-lo. O comparsa não quis ser conivente, dizendo que era apenas para jogá-lo no rio. Após ser arremessado no buraco pelos bandidos, eles fugiram levando seu veículo, que ainda não foi localizado, e o dinheiro”, disse o investigador.

O comerciante chegou a bater as costas contra o galho de uma árvore às margens do rio, sofrendo ferimentos. Ele foi jogado no local por volta das 15 horas. Cinco horas e meia depois, por volta das 20h30, ele conseguiu arrebentar a fita das pernas e escalar o barranco de aproximadamente 6 metros. RAS caminhou por dois quilômetros até chegar ao posto de combustíveis, onde conseguiu ajuda de frentistas que acionaram a Polícia Rodoviária ali perto.

A Polícia Civil iniciou as investigações para tentar descobrir os assaltantes que agiram de forma violenta, levando o dinheiro e o carro do comerciante.

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