Terceiro homem na linha de sucessão do Estado, o presidente da Assembleia Legislativa assumiu o governo devido a uma série de fatores. O governador José Serra renunciou em abril para disputar a presidência. O vice, Alberto Goldman, se ausentou do País na sexta-feira e só retornará amanhã, quando terminará a governância de Munhoz.
Comércio - Qual é o sentimento de ser governador por uma semana?
Barros Munhoz - É inimaginável. Afinal, quem luta por São Paulo, quem é paulista, quem desde criança estuda e conhece o potencial do nosso Estado, por um minuto que seja, fica muito orgulhoso de ser governador. Sinto-me muito feliz, embora sempre com a responsabilidade grande de que tudo corra na normalidade e que eu possa entregar ao governador Goldman, quando ele chegar na sexta-feira, o Estado como ele deixou quando saiu.
Comércio - O senhor vai entrar na disputa para continuar como presidente da Assembleia no próximo ano ou espera ocupar alguma secretaria no governo Alckmin?
Barros Munhoz - Secretaria é, praticamente, fora de cogitação. A presidência não é coisa que se almeja. Ninguém é candidato de si próprio. Há um movimento em favor da minha candidatura, mas acho extremamente prematuro. Nunca um candidato se elegeu lançando-se quatro meses antes. Não é hora de pensar nisto.
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