Falando ainda do assunto tão comentado – a ameaça de fechamento de sete escolas da cidade, sob a estranha alegação de baixa procura de matrículas –, pude sentir a revolta geral nas conversas com pessoas ligadas ao ensino e pais de alunos. De maneira particular, no tocante a dois estabelecimentos modelos e tradicionais, como as escolas “Caetano Petráglia” e “Coronel Francisco Martins”. Para ilustrar esse comentário, vou reproduzir o que me foi contado por um diretor de escola, podendo ser comprovado através de arquivo que provavelmente a EPTV, de Ribeirão Preto, mantém preservado. Há alguns anos, quando o dirigente de ensino era o professor Antônio Reginaldo Raiz, ele foi procurado por uma equipe daquela emissora de televisão que desejava filmar uma escola pública de nossa cidade, certamente para destacar diferenças entre elas e as de ensino e administração particular. O dirigente, sem ter sido informado da finalidade da reportagem, prontamente levou a equipe até a Escola Estadual “Caetano Petráglia”. Fizeram a filmagem e depois não mais tocaram no assunto e nem exibiram a matéria. Foi então que o dirigente da época perguntou a um dos repórteres por que filmaram e não exibiram as dependências da escola visitada. Ao que ele justificou:”Ora, professor, aquilo não é uma escola pública. Mais parece uma escola particular”! Pois esta foi uma das sete escolas que pretendem fechar. Só não levaram (ainda) a idéia adiante em virtude da reação dos pais e da sociedade.
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